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Varejo brasileiro deve manter crescimento gradual até outubro, aponta projeção

O comércio varejista brasileiro deve manter uma trajetória de crescimento moderado nos próximos meses, apesar dos juros elevados e das dificuldades enfrentadas por parte dos consumidores. Projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School, indica continuidade da expansão do setor entre agosto e outubro de 2026.

O levantamento aponta perspectivas mais favoráveis para o varejo ampliado, segmento que, além das atividades tradicionais do comércio, considera setores como veículos, motos, peças e material de construção. O cenário ocorre após dados recentes mostrarem sinais de recuperação das vendas no País. Em junho, o comércio varejista avançou 0,5% em relação a maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com junho de 2025, o varejo restrito registrou crescimento de 2,9%, enquanto o varejo ampliado avançou 4,9%. No primeiro semestre de 2026, ambos acumularam alta de 1,9%. Supermercados e estabelecimentos de produtos alimentícios estiveram entre os segmentos que contribuíram para sustentar o desempenho do comércio.

Apesar dos números positivos, o ambiente para o consumo ainda exige cautela. Juros elevados, crédito mais caro e endividamento das famílias continuam pressionando a capacidade de compra dos brasileiros, especialmente em produtos de maior valor e dependentes de financiamento. Grandes redes varejistas também enfrentam desafios relacionados à concorrência do comércio eletrônico e às mudanças nos hábitos dos consumidores.

A expectativa para os próximos meses, portanto, é de avanço gradual, sem uma aceleração expressiva das vendas. O desempenho do varejo deverá depender principalmente da evolução da renda, das condições de crédito e da capacidade das empresas de adaptar preços, canais de venda e estratégias ao consumidor brasileiro.

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