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Wall Street despenca e arrasta Ibovespa: S&P 500 cai 1,2% e bolsa recua para 176 mil pontos

As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram a sessão desta quinta-feira (23) em forte queda, em um movimento de realização de lucros e cautela dos investidores diante das incertezas sobre política monetária, resultados corporativos e o cenário geopolítico internacional. O índice S&P 500 recuou cerca de 1,2%, enquanto o movimento de aversão ao risco contaminou mercados emergentes, levando o Ibovespa a perder força e encerrar o pregão na faixa dos 176 mil pontos.


No Brasil, o principal índice da B3 fechou em queda de aproximadamente 0,46%, aos 176,7 mil pontos, interrompendo parte dos ganhos acumulados nos pregões anteriores. A pressão veio principalmente do ambiente externo, já que investidores reduziram posições em ativos de maior risco após a piora do humor em Wall Street.


Em Nova York, o movimento foi liderado pelas ações de tecnologia e do setor de semicondutores, que voltaram a sofrer correções após uma sequência de máximas históricas registradas nas últimas semanas. O mercado também permaneceu atento à divulgação de balanços trimestrais das gigantes de tecnologia, além das expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, em relação aos juros. Analistas avaliam que qualquer sinalização de manutenção de uma política monetária restritiva pode limitar o apetite por ativos de risco.


Outro fator que segue influenciando os mercados é o cenário internacional. As tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam elevando a volatilidade dos ativos globais, enquanto investidores acompanham as negociações comerciais dos Estados Unidos com diversos parceiros econômicos e seus possíveis impactos sobre o crescimento mundial.


Apesar da queda desta sessão, o Ibovespa ainda permanece próximo dos maiores níveis do ano. Nos dias anteriores, a bolsa brasileira havia sido beneficiada pela entrada de capital estrangeiro, valorização das commodities e fortalecimento das ações de bancos e empresas ligadas ao setor de petróleo e mineração. Na quarta-feira (22), por exemplo, o índice havia encerrado o pregão acima de 177,5 mil pontos, impulsionado justamente pelo fluxo internacional de recursos.


Especialistas observam que o mercado deve continuar operando com elevada volatilidade nas próximas sessões. Além da temporada de balanços nos Estados Unidos, investidores seguem monitorando indicadores econômicos americanos que podem alterar as expectativas para os juros do Fed, enquanto, no Brasil, permanecem no radar as perspectivas para inflação, política monetária e entrada de capital estrangeiro na Bolsa. A combinação desses fatores continuará determinando o comportamento do Ibovespa e do dólar nas próximas semanas.

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