A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro foi suspensa pelos trabalhadores em assembleia realizada nesta quarta-feira, 1º, após três dias de paralisação. Apesar da suspensão, os trabalhadores mantiveram o "estado de greve", visto que a negociação salarial terá uma nova rodada na segunda-feira, 6, com participação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Com a suspensão da greve, os motoristas retornam ao trabalho normalmente na quinta-feira, 2. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, 1,5 mil trabalhadores participaram da assembleia e aprovaram a proposta de suspensão, com apenas 18 votos contrários. Segundo o sindicato, não haverá desconto dos dias parados nem do tíquete alimentação.
Pelo acordo para a suspensão da paralisação, os empregadores terão até segunda-feira para melhorar a proposta salarial. Até o momento, a proposta apresentada pelas empresas está distante das reivindicações da categoria.
A decisão pela suspensão da greve considerou a determinação do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Melo Filho, pela circulação mínima de 80% da frota durante a paralisação. O TRT havia determinado 50% da frota em circulação. O entendimento da categoria foi de que a situação jurídica dos grevistas havia piorado com a decisão do TST.
O impasse que provocou a greve envolve as negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações da categoria estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para os condutores de veículos articulados.
Os rodoviários também pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5x2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.
Pelos valores oferecidos, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.
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