O Palmeiras sofreu dois reveses no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira. O técnico Abel Ferreira foi suspenso por duas partidas, enquanto o pedido do clube para anular o segundo cartão amarelo recebido pelo lateral Arthur foi julgado improcedente.
Abel foi denunciado por conduta contrária à disciplina após chutar um equipamento de captação de áudio durante o empate por 1 a 1 com o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro. A cena não provocou a expulsão do treinador durante a partida, mas imagens da transmissão embasaram a denúncia da Procuradoria.
O português foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Com a decisão, não poderá comandar o Palmeiras diante de Botafogo e São Paulo. O clube ainda pode recorrer e solicitar efeito suspensivo.
A denúncia contra o trio de arbitragem responsável pela partida não avançou. O árbitro João Vitor Gobi, o quarto árbitro Roger Goulart e o responsável pelo VAR, Ilbert Estevam da Silva, eram acusados de omissão por não aplicarem uma punição a Abel no momento do episódio.
Tribunal mantém expulsão de Arthur
Em outro julgamento, o Pleno do STJD rejeitou por unanimidade a Medida Inominada apresentada pelo Palmeiras para retirar o segundo cartão amarelo de Arthur no mesmo confronto com o Mirassol.
O clube sustentou que houve erro de identificação. Segundo a defesa palmeirense, a falta que originou a advertência teria sido cometida por Lucas Evangelista, e não pelo lateral. Mesmo assim, os auditores entenderam que a Justiça Desportiva não poderia modificar uma decisão disciplinar tomada pela arbitragem durante a partida.
Com a manutenção do cartão e da consequente expulsão, Arthur está suspenso e não enfrentará o Botafogo neste domingo, no Estádio Nilton Santos.
As duas decisões aumentam os problemas de Abel Ferreira para a 26ª rodada do Brasileirão. O Palmeiras lidera a competição com 52 pontos, apenas um a mais que o Flamengo, e entra em campo pressionado para defender a primeira colocação.
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