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Diário de Notícias

DN.

Tabagismo ainda atinge 1,2 bilhão de pessoas e impõe prejuízo bilionário ao Brasil

Apesar dos avanços registrados nas últimas décadas, o tabagismo continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública mundial. Cerca de um em cada cinco adultos utiliza produtos derivados do tabaco, o equivalente a aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas. Desse total, cerca de 80% vivem em países de baixa e média renda.

O consumo de tabaco provoca mais de 7 milhões de mortes por ano, incluindo mais de 1,6 milhão de pessoas que não fumam, mas são expostas à fumaça de terceiros. O cigarro está relacionado a mais de 20 tipos ou subtipos de câncer, além de elevar o risco de doenças cardiovasculares, respiratórias, acidente vascular cerebral e outras enfermidades graves.

A composição do cigarro amplia os riscos. A fumaça contém milhares de substâncias químicas, entre elas compostos tóxicos e cancerígenos. Especialistas alertam que não existe nível seguro de consumo de tabaco nem de exposição à fumaça, inclusive em ambientes compartilhados.

No Brasil, aproximadamente uma em cada dez pessoas adultas ainda fuma. Além dos danos à saúde, o vício compromete parte importante do orçamento familiar, especialmente entre as famílias de menor renda, ao desviar recursos que poderiam ser destinados à alimentação, à moradia, à educação e a outras necessidades básicas.

O impacto econômico do tabagismo no país chega a R$ 153,5 bilhões por ano. O valor não corresponde apenas aos gastos do Sistema Único de Saúde: inclui R$ 67,2 bilhões em despesas médicas diretas e aproximadamente R$ 86,3 bilhões em perdas relacionadas a mortes prematuras, incapacidade, redução da produtividade e cuidados prestados por familiares. Os números reforçam a importância das políticas de prevenção, dos ambientes livres de fumaça e da oferta de tratamento para quem deseja abandonar o cigarro.

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