A União Europeia (UE) reduziu suas projeções para o crescimento econômico da zona do euro e elevou as estimativas de inflação para este ano, à medida que o choque nos preços de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio se espalha pela economia.
A zona do euro caminhava para uma expansão moderada em 2026, após a inflação recuar para abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE), mas essa perspectiva foi abalada com o início da guerra no Irã.
Em seu relatório semestral, a Comissão Europeia afirmou que agora prevê crescimento de 0,9% para a zona do euro em 2026, ante 1,2% estimado em novembro. Para 2027, a projeção foi reduzida para 1,2%, de 1,4%.
A inflação no bloco de 21 países deve subir para 3,0% neste ano, ante 2,1% no ano passado, e acima dos 1,9% projetados em novembro. Para 2027, a alta de preços é estimada em 2,3%, acima dos 2,0% previstos anteriormente.
Como importadora líquida de energia, a zona do euro está altamente exposta ao choque causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Entre os primeiros ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, e a data de corte das premissas usadas na projeção, em 29 de abril, os preços do gás subiram 50% e os do petróleo, 65%. Embora as commodities energéticas devam recuar em 2027, elas podem permanecer cerca de 20% acima dos níveis anteriores à guerra, disse a Comissão.
"O conflito mudou substancialmente esse quadro, provocando uma das mais significativas interrupções globais no fornecimento de energia na história recente", afirmou a Comissão.
A projeção de crescimento da Alemanha - particularmente sensível ao encarecimento da energia por causa de seu grande setor manufatureiro - foi cortada pela metade, para 0,6%, ante 1,2%. As estimativas para França e Itália também foram reduzidas, enquanto a da Espanha foi levemente revisada para cima.
A confiança do consumidor caiu ao menor nível em vários anos, já que a disparada dos custos de energia eleva as contas das famílias e alimenta temores de aceleração da inflação e perda de empregos. A demanda externa mais fraca também pesa sobre as exportações, à medida que o choque energético se espalha globalmente.
Apesar disso, o consumo deve continuar como principal motor do crescimento, afirmou a Comissão. Após diversificar suas fontes de energia, a economia estaria em melhor posição para absorver o choque do que no último grande impacto energético, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
A situação econômica deve "melhorar ligeiramente" se as tensões nos mercados de energia arrefecerem. No entanto, diante de um nível incomumente alto de incerteza, a Comissão apresentou um cenário alternativo no qual os preços das commodities subiriam acima das expectativas atuais do mercado. Nesse caso, a inflação não recuaria e a atividade econômica não se recuperaria em 2027. Fonte: Dow Jones Newswires.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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