Em 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira encerrou um jejum de 24 anos sem títulos mundiais ao derrotar a Itália por 3 a 2 nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. Sob o comando de Carlos Alberto Parreira e com uma geração liderada por Romário, Bebeto, Dunga e Taffarel, o Brasil tornou-se a primeira seleção da história a conquistar quatro Copas do Mundo.
O duelo reuniu as duas seleções tricampeãs mundiais da época e colocou frente a frente alguns dos maiores jogadores do planeta. A decisão foi disputada diante de mais de 94 mil torcedores no Rose Bowl, em Pasadena, na Califórnia, e entrou para a história por ser a primeira final de Copa do Mundo decidida em uma disputa por pênaltis. Apesar do favoritismo de Romário e do italiano Roberto Baggio, o jogo terminou sem gols após 120 minutos marcados pelo equilíbrio e pela forte atuação dos sistemas defensivos.
A campanha brasileira foi construída sobre uma equipe sólida e disciplinada. Carlos Alberto Parreira apostou em um modelo de jogo pragmático, apoiado pelo coordenador técnico Zagallo, com uma defesa consistente, um meio-campo de grande intensidade e o talento da dupla Romário e Bebeto no ataque. Romário, autor de cinco gols ao longo da competição, foi eleito o melhor jogador do Mundial, enquanto Bebeto eternizou a comemoração embalando um bebê após marcar contra a Holanda nas quartas de final.
Na disputa por pênaltis, o Brasil viu Márcio Santos desperdiçar a primeira cobrança, mas Taffarel defendeu a tentativa de Daniele Massaro e recolocou a equipe na disputa. Romário, Branco e Dunga converteram suas cobranças. Coube então a Roberto Baggio, principal estrela italiana, cobrar o último pênalti. O camisa 10 isolou a bola por cima do travessão, selando a vitória brasileira por 3 a 2 e desencadeando uma das maiores celebrações da história do esporte nacional.
O título teve um significado especial para o país. Além de encerrar um jejum iniciado após a conquista do tricampeonato em 1970, a campanha foi dedicada ao piloto Ayrton Senna, morto pouco mais de dois meses antes da Copa, em maio de 1994. Após o apito final, os jogadores exibiram uma faixa em homenagem ao ídolo brasileiro, transformando a conquista em um tributo.
Trinta e dois anos depois, o tetracampeonato segue como um dos capítulos mais emblemáticos da história da Seleção Brasileira. A conquista nos Estados Unidos consolidou nomes como Romário, Bebeto, Dunga, Taffarel e Parreira entre os grandes personagens do futebol nacional e abriu caminho para um período de protagonismo que culminaria no pentacampeonato conquistado em 2002.
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