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A Polícia Civil de Piquete, a 208 km da capital paulista, solicitou à Justiça prorrogação da investigação por suposta tentativa de homicídio privilegiado contra o pré-candidato a prefeito de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) por colocar a vida de 30 pessoas em risco durante uma escalada ao Pico dos Marins durante uma madrugada chuvosa no Vale do Paraíba. A pena vai de 6 a 20 anos de reclusão, mas é reduzida de um sexto a um terço (art. 121, parágrafo 1º, do Código Penal).

 

As autoridades policiais pediram nesta quinta-feira, 11, mais 90 dias para finalizar o inquérito. A dilação de prazo tem aval do Ministério Público, mas por 30 dias apenas. O caso será decidido pela Vara Única de Piquete. A reportagem procurou a assessoria do ex-coach, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço está aberto.

 

Durante a escalada no interior paulista, pessoas passaram mal diante das condições climáticas adversas. Marçal, à época, afirmou que não mandou ninguém subir a montanha e que cada um foi responsável pelos próprios atos. Marçal tentou junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) trancar o inquérito conduzido no interior, mas não conseguiu e a investigação continuou.

 

O local no Vale do Paraíba é conhecido pelo turismo montanhoso e conta com 2.420 metros de altitude. De maneira recorrente, no entanto, a Defesa Civil alerta para condições difíceis para a aventura no local. À época, o pré-candidato afirmou em postagem no instagram - que foi apagada - que aquele "foi o pior dia de nossas vidas".

 

No fim de junho deste ano, o Ministério Público de Piquete obteve uma autorização da Justiça para apurar se Pablo Marçal, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, descumpriu medidas cautelares impostas a ele em janeiro de 2022 - no caso do Pico dos Marins.

 

A promotora Renata Galhardo Cheuen disse ter tomado conhecimento do programa "La Casa Digital", reality show com participação de Marçal em maio deste ano. Ao portal Migalhas, o ex-participante Luiz Gabriel Godoy afirmou ter enfrentado situações de desrespeito e maus tratos durante sua participação, tendo sido, inclusive, submetido a "treinamentos físicos intensos".

 

Se a alegação de Luiz Gabriel proceder, pode ser configurado o descumprimento de uma medida cautelar expedida contra Pablo Marçal em janeiro de 2022. Na ocasião, o então coach foi proibido pelas autoridades de realizar "qualquer atividade externa na natureza (seja em montanhas, picos, rios, lagos, mares, ou em locais correlatos), por si ou por interposta pessoa sem prévia e expressa autorização".

 

Em nota, Marçal negou descumprimento de cautelar. "Não colocamos nenhum participante em risco físico durante o evento. Vale ressaltar que minha participação no evento foi meramente como apresentador, não sendo eu o organizador", disse trecho da nota.

Com o avanço da investigação sobre a atuação da "Abin paralela" durante o governo de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal afirmou que o sistema First Mile - que rastreia o deslocamento de um celular a partir de torres de telecomunicações - não foi o único usado pelo grupo sob suspeita de espionagem ilegal de autoridades.

 

A corporação identificou sistemas "ilegítimos" pagos em dólar e euro para uso em "casos mais sensíveis", que envolviam a arapongagem de ministros do Supremo Tribunal Federal e políticos. O uso desses softwares foi constatado, conforme a PF, em mensagens trocadas entre dois investigados, Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues.

 

Presos preventivamente ontem, os dois atuavam no Centro de Inteligência Nacional da Agência Brasileira de Inteligência na gestão de Alexandre Ramagem. No diálogo mencionado no relatório da PF, a dupla discute a produção de um dossiê sobre o ministro do Supremo Alexandre de Moraes no qual tentam associar o magistrado a uma suposta investigação sobre corrupção.

 

O "levantamento" foi realizado em junho de 2020, época em que o Supremo havia confirmado a legalidade do inquérito das fake news. As informações constam do relatório da PF e do parecer da Procuradoria-Geral da República que levaram à abertura da quarta fase da Operação Última Milha, na manhã de ontem.

 

'Violência'

 

Ao analisar a conversa dos ex-auxiliares de Ramagem na Abin sobre Moraes, a PF apontou "indicativo de violência e ações relacionadas à tentativa de impeachment" do ministro do STF. No diálogo, um deles escreveu: "Tá ficando f... isso. Esse careca (Moraes) está merecendo algo a mais". A resposta foi: "Só 7.62", uma referência, para a PF, ao número do calibre de uma munição. "Head shot", finaliza o interlocutor. Head shot significa tiro na cabeça.

 

Para a Procuradoria-Geral da República, a opção por sistemas clandestinos se dava em razão de eles facilitarem a ocultação dos rastros da espionagem. A PF disse que há diligências em andamento para apurar a "extensão do uso de outras aplicações de monitoramento clandestino".

 

No caso das ações contra ministros do STF, a PF apontou atentado ao livre poder do Judiciário, além de tentativa de embaraço a investigações e tentativa de desacreditar o sistema eleitoral. Os investigadores disseram que a "Abin paralela" tentou ligar magistrados e políticos de oposição a Bolsonaro ao PCC. Ainda de acordo com a PF, a estrutura paralela da Abin foi "politizada" e promoveu "ações de inteligência" para atacar as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral.

 

A reportagem do Estadão procurou as defesas de Marcelo Araújo Bormevet e de Giancarlo Gomes Rodrigues, mas não houve manifestação até a publicação deste texto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Polícia Federal abriu nesta quinta-feira, 11, nova etapa da operação que mira o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em esquema de espionagem no governo passado e prendeu quatro suspeitos de atuarem na "criação de perfis falsos e divulgação de informações falsas" sobre pessoas consideradas adversárias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a PF, foram monitorados de forma ilegal ministros do Supremo Tribunal Federal, parlamentares, servidores públicos e jornalistas. A corporação também disse ter identificado áudio de reunião em que Bolsonaro articula com o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem a blindagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito da "rachadinha".

 

Conforme relatório da PF, a gravação do encontro em que Bolsonaro atuou para proteger Flávio teve a presença do ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem, hoje deputado federal pelo PL do Rio, do ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e de uma advogada do filho do ex-presidente. O áudio remonta a uma reunião realizada em agosto de 2020 e cita auditores da Receita responsáveis pelo relatório de inteligência fiscal que baseou a investigação sobre "rachadinha" que implicou Flávio, revelado pelo Estadão em 2018. O senador negou ter tido contato com integrantes da Abin.

 

Segundo o documento da PF, Ramagem diz, no áudio, que "seria necessária a instauração de um procedimento administrativo contra os auditores da Receita, com o objetivo de anular a investigação, bem como a retirada de alguns auditores de seus respectivos cargos". O áudio tem mais de uma hora de duração. A reunião teria sido gravada pelo próprio Ramagem, que, na ocasião, defendeu o monitoramento "urgente" dos auditores para descobrir "podres" dos servidores, registrou a PF. O levantamento ilegal deveria ser "jogado num word", o que, segundo os investigadores, indica o caráter clandestino da ação.

 

A PF afirmou que encontrou diálogos em que os ex-funcionários do Centro de Inteligência Nacional da Abin Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues - dois dos presos ontem - tratam das pesquisas envolvendo as auditores da Receita. As informações foram repassadas a Ramagem em dezembro de 2020. A dupla também discutiu um dossiê sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, conforme a PF. Em um dos diálogos citados pelo órgão, eles dizem que o magistrado "está merecendo algo a mais" e escrevem "headshot" (tiro na cabeça).

 

Foram detidos preventivamente ontem, além de Marcelo Bormevet e Giancarlo Rodrigues, ex-auxiliares de Ramagem na Abin, Richards Pozzer e Mateus de Carvalho Spósito, apontados como integrantes do "gabinete do ódio", grupo que usava as redes sociais para disseminar desinformação e atacar desafetos de Bolsonaro. Um quinto mandado de prisão, contra Rogério Beraldo de Almeida, também suspeito de propagar fake news com base em informações fornecidas pela "Abin paralela", não havia sido cumprido até a noite de ontem. Dois ex-servidores da Presidência, José Matheus Sales Gomes e Daniel Ribeiro Lemos, foram alvo de buscas.

 

Autoridades

 

O relatório da PF afirma que o grupo investigado espionou os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso (atual presidente da Corte) e Luiz Fux, além dos deputados Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara, e Kim Kataguiri (União Brasil-SP), o ex-presidente da Casa Rodrigo Maia e a ex-deputada Joice Hasselmann. A lista de senadores monitorados inclui Alessandro Vieira (MDB-SE), Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). O documento também cita o ex-governador de São Paulo João Doria e servidores do Ibama e da Receita Federal.

 

De acordo com a PF, a organização sob suspeita "também acessou ilegalmente computadores, aparelhos de telefonia e infraestrutura de telecomunicações para monitorar pessoas e agentes públicos". A investigação apura suspeita de crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do estado democrático de direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.

 

"Assusta imaginar que Alexandre Ramagem, então servidor público, hoje deputado federal, comandou um esquema de monitoramento de pessoas. Tomarei todas as medidas legais cabíveis contra ele e os outros envolvidos nas esferas cível e criminal", declarou Rodrigo Maia. As demais autoridades não haviam se posicionado até a publicação deste texto.

 

Etapas

 

A primeira fase da Operação Última Milha foi deflagrada em setembro de 2023, quando a PF prendeu dois servidores da Abin que, de acordo com os investigadores, usaram indevidamente o sistema de geolocalização de celulares da agência. Na ocasião, a sede da Abin foi alvo de buscas.

 

Em janeiro, a investigação se desdobrou na Operação Vigilância Aproximada, que mirou, além de Ramagem, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Nesta etapa, a PF disse acreditar que a estrutura da Abin foi usada para produzir informações que teriam ajudado na defesa dos filhos de Bolsonaro em investigações.

 

'Curioso'

 

O Estadão procurou as defesas dos investigados. O advogado de Richards Pozzer, Jeffrey Chiquini, afirmou que seu cliente é "um cidadão comum, engenheiro, casado, pai de família", que pesquisava o nome de pessoas públicas em portais de transparência, "exercendo o direito de cidadania na fiscalização do serviço público, moralidade e probidade da administração pública". O defensor disse que Pozzer é apenas "um curioso" e que a prisão tem motivação política.

 

As defesas dos outros citados não haviam se manifestado até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

 

Senador diz que nunca manteve contato com integrantes da agência

 

Procurado pela reportagem, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que nunca manteve contato com integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). "Simplesmente não existia nenhuma relação minha com a Abin. Minha defesa atacava questões processuais (da investigação sobre rachadinha), portanto, nenhuma utilidade que a Abin pudesse ter", declarou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

O parlamentar também criticou a operação de ontem deflagrada pela Polícia Federal. "A divulgação desse tipo de documento, às vésperas das eleições, apenas tem o objetivo de prejudicar a candidatura de Alexandre Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro", disse o senador. Pré-candidato na disputa municipal deste ano com apoio da família Bolsonaro, Ramagem não foi alvo da ofensiva de ontem. O ex-diretor da Abin teve endereços vasculhados na segunda etapa da operação, realizada em janeiro deste ano. O deputado comandou a Abin entre os anos de 2019 e 2022.

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro, por meio do advogado Fabio Wajngarten, disse não ter tido acesso à gravação da reunião citada no relatório da PF e afirmou que o áudio não apareceu até o momento. Procurados ontem, Ramagem e o general Augusto Heleno não se manifestaram.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Com o apoio de legendas que vão do PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 11, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Anistia. A PEC perdoa punições impostas a partidos que cometeram infrações nas prestações de contas, revoga a determinação de que negros devem receber verba eleitoral de forma proporcional ao número de candidatos, livra as siglas de sanções por outras irregularidades, assegura "imunidade tributária" às legendas e estabelece um refinanciamento de até 15 anos para o pagamento de dívidas.

 

A PEC passou com 344 votos sim, 89 votos não e quatro abstenções no primeiro turno, e com 338 votos sim, 83 votos não e quatro abstenções no segundo turno. Para entrar em vigor, a proposta agora precisa passar pelo Senado, onde é necessário o apoio de 49 dos 81 senadores, também em duas votações. Por ser uma emenda à Constituição, o texto não necessita da sanção do presidente Lula para ser promulgado.

 

Em nota conjunta divulgada ontem, mais de 30 organizações da sociedade civil classificaram como "inaceitável irresponsabilidade" do Congresso a aprovação da PEC.

 

A Transparência Partidária estima que a anistia pode chegar a cerca de R$ 23 bilhões, se contadas apenas a contas pendentes de julgamento entre 2018 e 2023. O diretor do grupo, Marcelo Issa, disse que o valor pode ser muito maior. "Não se trata apenas uma anistia financeira, mas de uma série de medidas que podem comprometer ainda mais a pouca credibilidade dos partidos políticos junto à sociedade", afirmou.

 

A matéria foi aprovada ontem após sucessivos recuos da Câmara. Deputados estavam receosos do potencial desgaste. O relatório final nem sequer foi apreciado em comissão especial, passo anterior da votação em plenário. Na última tentativa, no início de julho, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), disse que apenas votaria a matéria com o apoio de todas as siglas. O PT tinha apresentado discordâncias a tópicos do texto.

 

Segundo líderes, a votação apenas aconteceria com a garantia de que o Senado apreciaria a PEC. A aprovação na Câmara indica que a anuência já foi dada. A expectativa é de que a proposta seja aprovada pelo Congresso a tempo de valer para as eleições de outubro.

 

A PEC propõe aos partidos um piso de 30% para o envio de recursos para candidaturas de negros. O texto, porém, abre brechas para que as siglas transfiram o valor para apenas um candidato, sem obedecer à proporcionalidade das candidaturas de políticos pretos. Os diretórios nacionais das legendas também vão poder escolher uma determinada região para a qual serão enviadas as verbas de campanha.

 

O piso mínimo valeria a partir das eleições municipais deste ano e deve ser seguido nos próximos pleitos. Em 2020, o TSE decidiu que a divisão dos recursos do fundo eleitoral e do tempo de propaganda eleitoral no rádio e TV deve ser proporcional ao total de candidatos pretos que o partido apresentar para a disputa. Ou seja, se 50% dos postulantes forem pretos, as siglas são obrigadas a mandar a mesma proporção das verbas para as campanhas deles. Na prática, essa determinação foi revogada.

 

A PEC estabelece que os partidos políticos estarão livres de pagar multas ou terem os fundos Partidário e eleitoral suspensos devido a prestações de contas realizadas antes da promulgação da emenda. "É garantido aos partidos políticos, seus institutos ou fundações, o uso de recursos do Fundo Partidário para o parcelamento de sanções e penalidades de multas eleitorais, outras sanções, débitos de natureza não eleitoral, devolução de recursos ao erário e devolução de recursos públicos ou privados imputados pela Justiça Eleitoral, inclusive os de origem não identificada, excetuados os recursos de fontes vedadas", diz um trecho da PEC.

 

Essa anistia estabelece um prazo de até 15 anos para o pagamento de multas eleitorais, de cinco anos para obrigações previdenciárias e visa a anular todas as sanções de natureza tributária aplicadas aos partidos políticos, apontam as organizações ligadas à transparência partidária.

 

Ao todo, seriam mais de 232 mil prestações de contas atingidas. As fundações e os institutos ligados aos partidos também estão enquadrados na anistia proposta pela PEC.

 

Caixa 2

 

Os partidos poderão usar o Fundo Partidário para efetuar o pagamento das multas. A garantia se estende à devolução de recursos públicos e privados "inclusive os de origem não identificada". De acordo com entidades ligadas à transparência eleitoral, esse trecho da PEC permite que as legendas utilizem para a quitação dos débitos com a Justiça Eleitoral o chamado caixa 2.

 

Imunidade tributária

 

A proposta também assegura uma "imunidade tributária" aos partidos e às federações partidárias. Caso seja aprovada, a PEC vai incluir as legendas no rol de instituições que não pagam impostos no País, como entidades religiosas e organizações assistenciais.

 

"A imunidade tributária estende-se a todas as sanções de natureza tributária, incluindo a devolução, recolhimento de valores, bem como os juros incidentes, multas ou condenações aplicadas, por órgãos da administração pública direta e indireta em processos administrativos ou judiciais em trâmite, em execução ou transitados em julgado, resultando no cancelamento das sanções, na extinção dos processos e no levantamento de inscrições em cadastros de dívida ou inadimplência", diz um trecho da PEC.

 

Refis

 

A PEC da Anistia cria ainda um Programa de Recuperação Fiscal (Refis) para que os partidos possam regularizar os débitos deles. O movimento será feito com isenção dos juros e multas acumulados, aplicando-se apenas a correção monetária sobre os montantes originais.

 

O substitutivo do relator da PEC, deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), foi protocolado horas antes do início da votação e foi desidratado em comparação com o parecer protocolado pelo parlamentar na noite de anteontem. A proposta incorporou a obrigação de aplicação, até as eleições de 2032, do montante que deixou de ser aplicado para cota racial em eleições anteriores. O valor será adicionado aos 30% do piso mínimo previsto pela PEC.

 

Antônio Carlos Rodrigues também retirou um artigo que previa um prazo para que os repasses fossem feitos. A ideia inicial era que o mínimo de 75% do montante fosse aplicado até 20 dias antes do primeiro turno das eleições. Os 25% restantes deveriam ser incorporados nas candidaturas de pessoas pretas até cinco dias antes do segundo turno.

 

O relator também retirou um artigo que determinava que apenas o Congresso Nacional tem a autoridade de criar políticas afirmativas voltadas para as minorias no cenário eleitoral. Com isso, as resoluções do TSE ainda deverão ser cumpridas em anos eleitorais.

 

'Desmoraliza'

 

Apenas o PSOL e o Novo votaram contra a PEC. "Uma autoanistia não é defensável, não é adequada e desmoraliza o instituto partido político" disse Chico Alencar (PSOL-RJ). "Ela tira uma credibilidade, que já não é muito grande, das organizações partidárias. É indefensável."

 

"O que estamos fazendo aqui é uma ampla e irrestrita anistia para partidos que não cumprem a lei", afirmou Adriana Ventura (Novo-SP). "Os partidos recebem bilhões, fazem as leis, não cumprem as leis e deixam para o povo pagar."

 

A bancada negra na Câmara articulou para alterar o texto e, para suavizar a repercussão negativa da anistia, Rodrigues incorporou no texto a obrigação de aplicação do dinheiro que deixou de ser aplicado para a cota racial em eleições anteriores para as próximas quatro eleições subsequentes, até 2032.

 

Mesmo essa mudança preocupa especialistas em transparência. "Nossa preocupação é que não será possível aferir o cumprimento dessa obrigação até 2033. Fica instituída uma anistia temporária", afirmou Guilherme France, gerente de conhecimento anticorrupção da Transparência Internacional Brasil. "Com o histórico de anistias já concedidas, não há dúvidas do risco de que esta anistia em específico seja tornada permanente antes de 2033."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), publicou uma nota nesta quinta-feira, 11, condenando o uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para práticas ilícitas de espionagem e disseminação de notícias falsas durante o governo do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). A lista dos monitorados pelo grupo inclui os senadores Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Alessandro Vieira e Omar Aziz. O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a operação.

 

"Contaminar a Agência Brasileira de Inteligência com ações político-partidárias, e se utilizar do aparato estatal para espionar e perseguir parlamentares legitimamente eleitos é ato criminoso, que fragiliza não somente a instituição, mas a democracia e a soberania do país", escreveu.

 

Nesta quinta, a Operação Última Milha teve novos desdobramentos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, retirou o sigilo das últimas atualizações da investigação da Polícia Federal (PF).

 

Na nova fase, a PF cumpriu 5 mandatos de prisão preventiva, tendo como mira o ex-chefe da Abin e atual deputado federal, Alexandre Ramagem, e influenciadores do gabinete do ódio.

Segundo a Polícia Federal, a 'Abin Paralela' fez ações clandestinas sobre todos os principais alvos do inquérito que mirou o filho 04 do ex-presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan, por suposto tráfico de influência. Os integrantes da equipe de arapongagem chegaram a afirmar que o sistema First Mile - que rastreia a localização de celulares - estava "fazendo falta" para poder monitorar Allan Lucena, ex-sócio de Jair Renan.

 

A atuação da 'Abin Paralela' no inquérito que mirou Jair Renan - hoje arquivado - levou a Polícia Federal a concluir que a o esquema de espionagem não só envolvia o desvio de funções da Agência Brasileira de Inteligência, mas também a 'omissão' do órgão em cumprir o seu dever institucional. Isso porque, segundo a PF, a estrutura paralela juntou informações sobre os aliados de Jair Renan que não eram de conhecimento dos investigadores que conduziam o inquérito sobre tráfico de influência.

 

A avaliação da PF sobre a 'Abin Paralela' e o caso Jair Renan se dá a partir dos diálogos mantidos entre o agente Marcelo Araújo Bormevet e o militar Giancarlo Gomes Rodrigues, que atuavam no Centro de Inteligência Nacional da Agência Brasileira de Inteligência sob o comando de Alexandre Ramagem, hoje deputado federal.

 

Segundo a Polícia Federal, a "lamúria" sobre o First Mile ocorreu durante ação clandestina que "culminou na interferência da investigação" sobre Jair Renan. Giancarlo foi quem reclamou da falta do sistema e explicou o que faria se tivesse acesso ao mesmo. "Colocava para monitorar o dia inteiro e preferencialmente a noite e aí saberíamos os passos dele".

 

Os diálogos mostram ainda que as diligências envolvendo Jair Renan partiram do '01', segundo Bormevet. Ele pediu a Giancarlo que verificasse quais carros estavam em nome do filho 04 do presidente e também em nome de sua mãe. Uma das suspeitas do inquérito sobre o possível tráfico de influência por parte de Jair Renan envolvia a informação de que ele teria ganhado um veículo de outro investigado.

 

Além do ex-sócio de Jair Renan, a Abin Paralela monitorou o empresário Luiz Felipe Belmonte, que chegou a ser alvo de busca e apreensão no inquérito das milícias digitais. Para tanto, foi seguido, segundo a PF, o modus operandi de "achar podres". Bormevet chegou a afirmar que "matérias normais" sobre o empresário ele já tinha. Giancarlo lhe respondeu: "Vamos sequestrar isso sim. Ou achado podres vamos extorquir".

 

Segundo a PF, os agentes da Abin acabaram identificando "prontamente o relacionamento de Belmonte com atividade garimpeira em região sabidamente envolta em delitos desta ordem". No entanto, ainda de acordo com os investigadores da Última Milha, "não houve atuação da inteligência do Estado para amparar a decisão estratégica do gestor, no caso o ex-presidente Jair Bolsonaro".

 

A corporação viu omissão da ação de ilegiência legítima e correlacionou a mesma à informação de que Belmonte "teria atuado junto ao Palácio do Planalto" para obtenção do "decreto para regulamentar à cata, faiscação e garimpagem em terras indígenas". Segundo tal documento, o empresário "foi supostamente o responsável de fato pela preparação do decreto de garimpo em terras indígenas"

 

"Há referências expressas de tratativas com então Presidente da República para tratar do tema: "(...) quanto aos indígenas, levei a proposta ao presidente. Foi pedido que eu prepare o decreto. Provavelmente ainda este ano começaremos a extração (..)", registrou a PF.

 

A avaliação da corporação é a de que as ações clandestinas da Abin envolvendo o inquérito que mirou Jair Renan, geraram informações sobre os investigados que não estavam disponíveis para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, que conduzia o inquérito de tráfico de influência. Segundo a PF, houve "omissão em relação ao risco para ações estratégicas do então gestor", no caso o então presidente Jair Bolsonaro, "reforçando assim o desvio institucional da Abin".

Os bancos da China aumentaram significativamente a concessão de empréstimos no mês passado, mas em ritmo mais fraco do que o previsto. Em junho, os bancos chineses liberaram 2,13 trilhões de yuans (US$ 293,47 bilhões) em novos empréstimos, valor bem acima do total de 950 bilhões de yuans repassados em maio, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados publicados nesta sexta-feira, 12, pelo PBoC, como é conhecido o banco central do país.

 

A cifra de junho, porém, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo WSJ, que previam 2,4 trilhões de yuans em novos empréstimos.

 

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, somou 3,3 trilhões de yuans em junho, ante 2,06 trilhões de yuans em maio.

 

A base monetária da China (M2), por sua vez, teve acréscimo anual de 6,2% em junho, perdendo força ante a alta de 7% de maio. A projeção do mercado para o último mês era de avanço maior, de 6,8%. Fonte: Dow Jones Newswires.

A nota enviada anteriormente contém uma incorreção no terceiro parágrafo. O ministro de Finanças do Japão é Shunichi Suzuki, e não Masato Kanda, como foi publicado. Segue versão corrigida abaixo.

 

O Japão provavelmente interveio de forma agressiva a favor do iene no mercado cambial nesta quinta-feira, 11, segundo cálculo baseado em dados do Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) e corretores independentes.

 

Em projeção diária divulgada nesta sexta-feira, 12, o BoJ disse que os depósitos de bancos comerciais no banco central japonês provavelmente terão queda de 3,17 trilhões de ienes, o equivalente a quase US$ 20 bilhões, na próxima terça-feira (16) devido a fatores fiscais. O número se compara a um aumento de 200 bilhões a 500 bilhões ienes estimado por corretores em previsões anteriores.

 

A diferença de mais de 3 trilhões de ienes entre a estimativa do BoJ e a de corretores fornece um indício do tamanho de uma suposta intervenção cambial que teria ocorrido na quinta-feira (11). O ministro de Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, não quis comentar o assunto.

 

Na manhã de quinta, o iene se fortaleceu de maneira incomumente acentuada ante o dólar após o relatório de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, que veio abaixo do esperado, gerando especulação sobre possível intervenção cambial por parte do governo do Japão

 

Nas últimas semanas, o iene tem operado perto dos menores níveis em 38 anos em relação ao dólar. Às 7h10 (de Brasília), o dólar era negociado a 159,17 ienes, ante 158,83 ienes no fim da tarde de ontem. Fonte: Dow Jones Newswires.

O governo sugeriu ao Congresso uma espécie de "gatilho" para que o aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) só seja possível caso a arrecadação com as medidas propostas pelo Senado para compensar a desoneração da folha de pagamento se mostrarem insuficientes, de acordo com pessoas a par das discussões ouvidas pelo Estadão/Broadcast.

 

A sugestão foi feita pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na reunião desta quarta-feira, 10, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

 

Diante da insistência de Pacheco de que as quatro propostas apresentadas pelo Congresso seriam suficientes para cobrir a renúncia fiscal da desoneração, Haddad propôs a seguinte solução: a Receita Federal calcularia, depois de dois meses, quanto foi arrecadado com as quatro medidas já anunciadas pelo Senado. Caso o montante indicasse que não seria possível alcançar o total suficiente para compensar a desoneração, o governo, então, aplicaria o aumento na CSLL, tributo cobrado sobre o lucro das empresas.

 

A desoneração da folha de pagamentos foi instituída em 2011 para setores intensivos em mão de obra. Juntos, eles incluem milhares de empresas que empregam 9 milhões de pessoas. A medida substitui a contribuição previdenciária patronal de 20% incidente sobre a folha de salários por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta. Ela resulta, na prática, em redução da carga tributária da contribuição previdenciária devida pelas empresas.

 

Por decisão do Congresso, em votações expressivas, a política de desoneração foi prorrogada até 2027, mas acabou suspensa por uma decisão liminar do STF em ação movida pelo governo federal. A alegação é que o Congresso não previu uma fonte de receitas para bancar o programa e não estimou o impacto do benefício nas contas públicas. O Legislativo, porém, argumenta que medidas foram aprovadas para aumentar as receitas da União e que a estimativa de impacto estava descrita na proposta aprovada. O ministro da Fazenda anunciou, então, um acordo para manter a desoneração em 2024 e negociar uma cobrança gradual a partir do próximo ano.

 

A equação agora proposta por Haddad envolvendo a CSLL tem alguns impasses, além do aumento do tributo em si. Um deles é que, nesse desenho, contando os dois meses usados para calcular o resultado da arrecadação e a noventena para a nova alíquota entrar em vigor, o ano de 2024 teria se encerrado ou estaria perto disso.

 

Pensando nisso, uma alternativa citada nas discussões no Palácio do Planalto seria buscar um entendimento junto ao Supremo Tribunal Federal para que a compensação da desoneração como um todo (de 2024 a 2027) fosse considerada uma só. Ou seja, não seria necessário neutralizar a renúncia fiscal de 2024 com uma nova receita neste ano necessariamente, mas também nos próximos três anos. Um valor que vem sendo citado em algumas discussões para o período completo é de R$ 50 bilhões de renúncia.

 

Essa proposta enfrenta resistências no Ministério da Fazenda, por exemplo, que acredita que esse entendimento prejudicaria o resultado primário - afinal, não haveria um "tampão" para o "rombo" de cerca de R$ 17 bilhões a R$ 18 bilhões que seria deixado com a desoneração em 2024.

 

O desenho completo dessa equação não está definido, mas, de acordo com pessoas envolvidas no processo, deve estabelecer que o governo poderá aumentar a alíquota da CSLL caso a meta de arrecadação não seja atingida após um período necessário para a Receita Federal calcular o dinheiro que entra no caixa. A reportagem apurou que o Palácio do Planalto ainda avalia como essa operação poderia ser autorizada, se por medida provisória, no próprio texto do projeto ou por decreto, por exemplo.

 

A sugestão de Haddad de fazer essa aferição foi vista como uma forma de contrapor o argumento do presidente do Senado de que as medidas por ele suscitadas seriam suficientes para compensar a desoneração. A lógica do argumento é: se há tanta confiança por parte de Pacheco de que repatriação, taxação de importações abaixo de até US$ 50, refis de multas de agências reguladoras e atualização de ativos no Imposto de Renda darão o dinheiro necessário para equalizar a renúncia com a desoneração, não haveria por que se preocupar com o "gatilho" incluído no projeto de lei que permitiria o aumento da CSLL. No fim das contas, caso os cálculos de Pacheco estiverem certos, o "gatilho" não seria acionado e não haveria elevação do tributo.

 

Pessoas ouvidas pelo Estadão/Broadcast dizem que, no encontro com Lula, Haddad e Wagner, Pacheco acenou positivamente com a ideia. Interlocutores dele, porém, negam que ele tenha aceitado a proposta e que tenha havido um avanço significativo na negociação. Em público, o presidente do Senado tem mantido o mesmo discurso contra o aumento de tributos sobre o setor produtivo. O mesmo posicionamento, porém, não veio com a taxação das compras de até US$ 50, que também configuram um novo imposto e foi criada com o aval da Câmara e do Senado.

 

Diante desse impasse e da necessidade de uma solução até a semana que vem, os governistas já veem como natural e necessária uma nova prorrogação do prazo dado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, para que seja encontrada uma compensação para a desoneração. O Estadão/Broadcast apurou, porém, que o governo só deve apoiar isso se houver um acordo já fixado com o Congresso até lá.

O JPMorgan Chase teve lucro líquido de US$ 18,1 bilhões no segundo trimestre de 2024, valor 25% maior do que o ganho de US$ 14,5 bilhões apurado em igual período do ano passado, segundo balanço publicado nesta sexta-feira, 12. O lucro por ação do maior banco dos EUA entre abril e junho ficou em US$ 6,12, acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 5,88. A receita do JPMorgan somou US$ 50,2 bilhões no trimestre, com alta de 22% na comparação anual. O resultado também superou o consenso da FactSet, de US$ 42,2 bilhões. Apesar dos números acima das expectativas, a ação do JPMorgan caía 0,9% nos negócios do pré-mercado em Nova York às 8h20 (de Brasília).

A Vale anunciou nesta sexta-feira, 12, que celebrou um acordo com a BHP (que engloba BHP Brasil, BHP Group UK e BHP Group) em relação a processos de ações coletivas no Reino Unido e Holanda, relativos ao rompimento da Barragem de Fundão no Brasil em 2015.

 

O efeito do acordo é que, caso se conclua que a BHP tem qualquer responsabilidade perante os requerentes nas Reivindicações do Reino Unido, ou caso qualquer responsabilidade seja por fim atribuída à Vale perante os requerentes na Holanda, tal responsabilidade seria dividida igualmente entre a BHP e a Vale.

 

"A Vale e a BHP firmaram um acordo confidencial, sem qualquer admissão de responsabilidade, segundo o qual a ação de contribuição movida pela BHP contra a Vale, em conexão com as Reivindicações do Reino Unido, será retirada", segundo a mineradora brasileira.

 

Todos os outros termos do acordo permanecem estritamente confidenciais, diz a Vale, em comunicado ao mercado.

 

A mineradora relembra que, conforme divulgado em 2 de dezembro de 2022, a Vale é ré em uma ação de contribuição movida pela BHP perante o tribunal inglês, em conexão com uma ação coletiva movida contra a BHP por mais de 600.000 requerentes, que buscam ressarcimento por supostas perdas decorrentes do rompimento da barragem (as "Reivindicações do Reino Unido"). A BHP nega responsabilidade nas Reivindicações do Reino Unido.

 

Conforme divulgado em 19 de março de 2024, a Vale tornou-se ré em ações movidas na Holanda em nome de mais de 78.000 requerentes, que afirmam terem sido afetados pelo rompimento da barragem. Conforme mencionado anteriormente, a Vale avaliará o mérito dessas demandas em momento oportuno e apresentará sua defesa adequadamente.

 

A Vale reafirma ainda seu compromisso com a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, que pertencia e era operada pela Samarco Mineração, em conformidade com o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta de 2016 (TTAC) e com o Termo de Ajustamento de Conduta relativo à Governança de 2018 (TAC Governança) celebrados com o poder público brasileiro, Samarco Mineração e seus proprietários em joint venture, Vale e BHP Brasil.

A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira, 10, o primeiro projeto da regulamentação da reforma tributária. O texto, que altera a tributação de itens do dia a dia, agora segue para análise do Senado. O projeto aprovado incluiu uma trava para a alíquota do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que não deverá ser superior a 26,5%, e inseriu as carnes na cesta básica com imposto zero, após pressão do setor de alimentos, da bancada do agronegócio e da defesa do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto também inclui o carvão no chamado "imposto do pecado", que vai incidir sobre produtos considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente, amplia o "cashback" e reduz a alíquota para uma série de medicamentos.

 

Veja abaixo as mudanças feitas pelos deputados:

 

1. Cesta básica

 

A inclusão das carnes na cesta básica vinha sendo o principal embate da regulamentação no Congresso nos últimos dias. O texto-base da proposta foi aprovado sem as proteínas animais na lista de produtos isentos. Porém, durante a votação das sugestões de mudanças (os chamados destaques), o relator Reginaldo Lopes (PT-MG) informou que havia decidido atender aos pleitos e passou a defender a aprovação de destaque apresentado pela oposição. A proposta previa a inclusão de carnes, queijo e sal na cesta básica com imposto zero. Antes, Lopes já havia ampliado a cesta básica com isenção total zero para incluir óleo de milho, aveia e farinhas.

 

2.Alíquota reduzida

 

No texto-base, o relator já havia retirado salmão e atum da alíquota "cheia" do IVA. Esses itens migraram para o grupo com 60% de desconto em relação à alíquota-padrão. Pão de forma e extrato de tomate também foram contemplados com a alíquota reduzida - antes, estavam na cobrança integral. Outro pleito dos ruralistas atendido foi a inclusão de nove itens na categoria de insumos agropecuários e aquícolas, que também contam com redução de 60% do IVA.

 

3. Trava para o IVA

 

Diante do receio de aumento na alíquota-padrão, os deputados incluíram no texto uma trava para evitar que a cobrança do IVA fique acima de 26,5%, como projetado inicialmente pela equipe econômica. A trava passaria a valer a partir de 2033, depois do período de transição da reforma tributária, que começa em 2026. Caso a alíquota ultrapasse o limite, o governo será obrigado a formular, em conjunto com o Comitê Gestor do IBS, um projeto de lei complementar com medidas para reduzir a carga tributária.

 

4. 'Imposto do pecado'

 

O texto aprovado pela Câmara incluiu o carvão mineral na lista de produtos sujeitos ao Imposto Seletivo, o chamado "imposto do pecado", que vai incidir sobre itens considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. Por outro lado, o texto cria uma trava de 0,25% para a alíquota do Seletivo que incidirá sobre bens minerais extraídos, como petróleo, minério de ferro e gás natural. Também foram incluídos os jogos de azar, físicos e digitais (como as apostas esportivas, as "bets"), além dos veículos elétricos. O "imposto do pecado" também incidirá sobre carros a combustão e híbridos, aeronaves, embarcações, cigarro, bebidas alcoólicas e açucaradas. Nas negociações de última hora, os fabricantes de cerveja conseguiram ampliar a progressividade do Seletivo de acordo com o teor alcoólico. Trata-se de uma vitória das cervejarias sobre os produtores de destilados. O texto aprovado na Câmara prevê que a alíquota em porcentual também poderá ser diferenciada por categoria de produto e ser progressiva em virtude do teor de álcool - como já era previsto para a alíquota fixa.

 

5. Medicamentos

 

Para os remédios, foi concedida redução de alíquotas em 60% para todos aqueles registrados na Anvisa ou produzidos por farmácias de manipulação. Antes, esses medicamentos estavam divididos entre desconto de 60% e alíquota cheia. Outra parte dos medicamentos contará com isenção total - isso não foi alterado. O relator também contemplou demanda da bancada feminina e incluiu o DIU (Dispositivo Intrauterino, um método anticoncepcional) e preservativos na lista de dispositivos médicos com redução de 60% do IVA. Além disso, os deputados zeraram a alíquota de produtos relacionados a cuidados com a saúde menstrual, como absorventes - o projeto enviado pelo governo previa apenas uma redução de 60% do tributo. Já o Viagra (citrato de sildenafila), usado para o tratamento de disfunção erétil e da hipertensão pulmonar, saiu da lista de isentos e migrou para a alíquota reduzida, com desconto de 60%.

 

6. 'Cashback'

 

O texto ampliou o "cashback" - sistema de devolução de parte do imposto pago a pessoas de baixa renda. A proposta amplia a devolução da CBS (o IVA de competência da União) de 50% para 100% nas operações de fornecimento de energia elétrica, água, esgoto e gás natural encanado.

 

7. Plano de saúde e pets

 

O texto autoriza que as empresas se creditem de planos de saúde coletivos previstos em convenção, o que antes era proibido pela proposta da Fazenda. Os deputados também incluíram planos de saúde de animais domésticos, os pets, com alíquota reduzida em 30%.

 

8. Montadoras

 

O benefício extra concedido a montadoras instaladas na Região Nordeste foi amenizado na versão aprovada na Câmara. Pelo acordo, o crédito presumido (a ser abatido do imposto do automóvel) a montadoras instaladas no Nordeste será de 11,60%, e não mais de 14,5%, como previa o parecer inicial dos deputados.

 

9.'Nanoempreendedor'

 

O projeto aprovado pelos deputados cria a figura do "nanoempreendedor", que terá tratamento diferenciado na comparação ao Microempreendedor Individual (MEI). O texto estabelece que o nanoempreendedor é aquele que tem receita inferior a R$ 40,5 mil anuais. Quem cumprir esse critério não será contribuinte do IBS e da CBS, a não ser que faça essa opção, e não haverá contribuição previdenciária.

 

10. Bares e restaurantes

 

A Câmara atendeu aos pedidos do setor de bares e restaurantes e alterou as regras desse regime específico. A nova versão do texto prevê que os estabelecimentos poderão se apropriar de créditos do IVA nas suas aquisições, os quais serão usados para abater futuros tributos.

 

11.Devolução de créditos

 

O texto da Câmara reduziu de 60 para 30 dias o prazo para o ressarcimento de créditos a empresas que não conseguirem abater todo o tributo acumulado ao longo da cadeia produtiva.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) fez um acordo com a Arábia Saudita para realizar as primeiras edições da Olimpíada de e-Sports no país árabe, que vem sediando alguns dos principais eventos esportivos do mundo, apesar das denúncias de desrespeito aos direitos humanos.

 

Em seu primeiro acordo com a Arábia Saudita, o COI iniciou parceria para iniciar a realização do seu novo evento já a partir do ano que vem. A parceria tem duração de 12 anos e deve render uma edição do evento de e-Sports por ano, segundo informou o COI nesta sexta-feira.

 

O acordo saudita deve ser assinado pelo Conselho do COI, que se reunirá entre os dias 23 e 24 de julho em Paris, às vésperas dos Jogos Olímpicos, cuja cerimônia de abertura está marcada para o dia 26. Essa aprovação é normalmente uma formalidade para projetos propostos pela liderança do órgão olímpico.

 

O primeiro acordo formal entre o COI e a Arábia Saudita é o mais recente acréscimo ao extenso portfólio de eventos esportivos do país, incluindo a Copa do Mundo de 2034 - a grande competição será oficializada pela Fifa em dezembro deste ano.

 

Os eventos esportivos e de entretenimento são uma parte fundamental do programa Visão 2030, liderado pelo príncipe Mohammed bin Salman, que visa afastar a economia saudita da dependência do petróleo e modernizar a sua sociedade.

 

O ministro dos Esportes do país, o príncipe Abdulaziz bin Turki Al Faisal, afirmou nesta sexta que o país "se tornou um centro global para esportes eletrônicos profissionais". "Este é o próximo passo natural para nossos jovens atletas, nosso país e a comunidade global de esportes eletrônicos", disse o príncipe, que também dirige o Comitê Olímpico da Arábia Saudita.

 

O COI disse no mês passado que planejava lançar a Olimpíada de esportes eletrônicos para tentar atrair e reter jovens fãs e público. "Temos muita sorte de poder trabalhar com o Comitê Olímpico saudita nos Jogos Olímpicos de e-Sports, porque ele tem grande - se não único - conhecimento no campo dos esportes eletrônicos com todas as suas partes interessadas", disse o presidente do COI, Thomas Bach.

 

A Arábia Saudita sediou uma série de eventos de boxe de alto nível nos últimos anos e criou o projeto LIV Golf como um rival disruptivo do PGA Tour, dos Estados Unidos. O reino também sediará a Copa Asiática de futebol masculino de 2027, os Jogos Asiáticos de Inverno de 2029, centrados em uma estação de esqui que está sendo construída especialmente para o evento, e os Jogos Asiáticos de 2034, em Riad.

Se o Corinthians quiser contar com o atacante italiano Mario Balotelli, terá de abrir os cofres. Ao menos, foi o que afirmou Claudinei Alves, diretor da base do clube. "Ele quer três milhões de euros por ano em um contrato de dois anos, e as luvas pagas em dois anos de dois milhões (de euros)", afirmou o dirigente ao site Goal.

 

Caso o pedido seja atendido pela equipe alvinegra, o atacante de 33 anos receberia R$ 8 milhões pela negociação, além das luvas. Mensalmente, esse valor seria de 333 mil euros, cerca de R$ 2 milhões de salários. A duração de contrato seria de dois anos. "A intenção do Balotelli é voltar à seleção italiana. Ele voltaria ao Brasil nessa expectativa", disse Alves.

 

O Estadão apurou que o nome tem aprovação do presidente Augusto Melo e vai passar pelo crivo da nova comissão técnica, encabeçada por Ramón Díaz, e outros departamentos do clube.

 

Balotelli está livre no marcado desde 24 de junho, quando encerrou o seu contrato com o Adana Demirspor, time da primeira divisão turca. O primeiro contato com o empresário do astro italiano aconteceu por meio de Claudinei Alves, diretor das categorias de base do clube, que fez a ponte com Augusto Melo.

 

A partir daí, o presidente corintiano negociou diretamente com o representante do atacante. As conversas aconteceram com a anuência de Fabinho de Jesus, executivo de futebol. O departamento financeiro avalia a possibilidade de oferecer um contrato ao atleta.

 

Balotelli fez sete gols e deu uma assistência nos 16 jogos que atuou pelo Adana Demirspor na temporada. Revelado pela Inter de Milão, ele fez parte do time multicampeão comandado por José Mourinho antes de se transferir ao Manchester City.

 

Na equipe inglesa, fez parte do time que ajudou a encerrar o longo jejum de títulos do clube antes da hegemonia atual. Passou também por Liverpool, Nice, Olympique de Marselha, além de times menores da Europa. Pela Itália, disputou a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

O 1º turno do Campeonato Brasileiro está chegando ao fim e o objetivo de cada time começa a ficar claro. A briga pelo título está equilibrada, com o Botafogo levando ligeira vantagem sobre os demais. Em relação ao rebaixamento, a situação do Fluminense fica cada vez mais complicada.

 

Ao fim da 16ª rodada - Red Bull Bragantino x Internacional e Cuiabá x Juventude foram adiados -, o Botafogo contou com tropeço do Flamengo e assumiu a liderança ao bater o Vitória, em Salvador. O rubro-negro, inclusive, caiu para o terceiro lugar ao ser ultrapassado pelo Palmeiras, que tem a mesma pontuação do alvinegro carioca ao bater o Atlético-GO.

 

Líder, o Botafogo é o favorito ao título brasileiro, com 25,9% de chances, de acordo com levantamento feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atual campeão, o Palmeiras vem logo atrás, com 24,1%. Surpreendentemente, o Bahia tem 13,2% de chances, na frente até mesmo do Flamengo, que não ganha há duas rodadas.

 

Concorrentes ao título, os quatro têm a classificação encaminhada para a Copa Libertadores de 2025. Com reforços de peso nesta janela de transferência, o Cruzeiro tem 57,3% de chances de disputar a competição depois de sete anos. Fortaleza e São Paulo também estão na briga.

 

A luta contra o rebaixamento promete pegar fogo. Na lanterna, com apenas oito pontos, o Fluminense precisa de uma campanha de campeão no 2º turno para escapar da Série B, assim como o Atlético-GO. Em crise, Corinthians e Grêmio estão com o alerta ligado.

 

Confira abaixo as probabilidades dos clubes quanto a título, Libertadores e queda:

 

CHANCES DE TÍTULO NO BRASILEIRÃO

Botafogo: 25,9%

Palmeiras: 24,1%

Bahia: 13,2%

Flamengo: 12,1%

Cruzeiro: 8,2%

 

CHANCES DE CLASSIFICAÇÃO À LIBERTADORES

Botafogo: 85,2%

Palmeiras: 84,2%

Bahia: 72,1%

Flamengo: 71,1%

Cruzeiro: 57,3%

Fortaleza: 51,9%

São Paulo: 46,5%

 

CHANCES DE REBAIXAMENTO

Fluminense: 86,1%

Atlético-GO: 72,2%

Corinthians: 62,5%

Grêmio: 53,6%

Vitória: 38,2%

Cuiabá: 34,4%

O Mirassol pode entrar no G-4 da Série B do Campeonato Brasileiro ao menos de forma provisória. Nesta sexta-feira, faz duelo paulista com a Ponte Preta na abertura da 15ª rodada, que ainda terá dois jogos movimentando mais a parte de baixo da tabela.

 

Mirassol e Ponte Preta duelam às 19h no Moisés Lucarelli, em Campinas (SP). Os visitantes estão há três jogos invictos e chegaram a 22 pontos, em sexto lugar, após vitória contra o CRB por 1 a 0. O time alvinegro também está há três sem perder, mas vem de dois empates, o último deles sem gols com o Brusque. Com 17 pontos, ocupa o 13º lugar, e busca se afastar cada vez mais da zona de rebaixamento.

 

Em 11º com 19 pontos, o Ceará quer se reaproximar do G-4 e busca recuperação após derrota para o Santos, por 1 a 0. Às 21h30, visita o Paysandu na Curuzu, em Belém (PA). O adversário tem 17, em 15º, há cinco jogos sem perder, mas vindo de dois empates seguidos.

 

Por fim, Botafogo e Amazonas duelam no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP), às 21h. O time paulista é outro com 17 pontos, em 14º lugar, enquanto o adversário tem 16, em 16º, uma posição fora da zona de rebaixamento. Quem abre o Z-4 é o CRB, com 13, mas dois jogos a menos.

 

Confira os jogos da sexta-feira:

19h

Ponte Preta x Mirassol

21h

Botafogo-SP x Amazonas

21h30

Paysandu x Ceará

Dias após uma foto viralizar mostrando o atacante Lionel Messi carregando no colo a atual promessa do futebol mundial, Lamine Yamal, quando tinha apenas seis meses de idade, o pai do jovem espanhol voltou a comentar sobre os dois atletas.

 

Em entrevista ao jornal Mundo Deportivo, da Catalunha, Mounir Nasraoui brincou ao ser questionado sobre ter visto seu filho ser 'abençoado' por Messi, maior ídolo do atual clube de Yamal, o Barcelona. "Parece uma bênção de Leo (Messi). Ou de Lamine a Leo, não sei", disse na entrevista arrancando riso dos jornalistas.

 

Nasraoui define o momento da foto como uma grande coincidência, que nada foi planejado. E fez o papel de "pai coruja" ao sair em defesa do filho, afirmando que enxerga Lamine Yamal como o melhor jogador em tudo aquilo que se propõem, dentro e fora dos gramados.

 

"A foto do Messi é uma coincidência na vida. Pois olha onde ele chegou. São coincidências na vida. Uma foto que estava com sua mãe, Messi, e só, nada mais. (...) Para mim, meu filho é o melhor. Em tudo. Não só no futebol, mas em amor, em pessoas, em tudo".

O volante Alisson culpou o árbitro Marcelo de Lima Henrique pela derrota do São Paulo, por 2 a 1, nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, diante do Atlético-MG. Segundo o jogador, os dois gols mineiros foram irregulares.

 

"A gente fica chateado pelo andamento da partida. O primeiro gol foi um lance muito duvidoso, onde o Luciano sofre a falta, no nosso ponto de vista. E acaba que o Luiz Gustavo tem um contato natural. Se ele for dar falta assim, vai ter falta o jogo inteiro. No segundo gol, o que chegou até nós atletas foi que teve algumas imagens que pega na mão (do Paulinho), outras imagens que não. Então, cara, tem que ter um pouco mais de vocês (jornalistas), porque estraga a partida, estraga tudo aquilo que a gente veio fazer aqui hoje", disse o jogador.

 

Apesar de reclamar muito do resultado, Alisson destacou o desempenho da equipe tricolor, que jogou boa parte do segundo tempo com dez jogadores, após a expulsão do zagueiro Alan Franco. "Vamos valorizar o que a nossa equipe fez. Tivemos chance de empatar, tivemos chance de sair daqui com a vitória, mesmo com um a menos."

 

O meio-campista demonstrou otimismo quanto ao futuro imediato do São Paulo no Campeonato Brasileiro. "Agora é bola pra frente. Temos um jogo na nossa casa, um jogo difícil contra o Grêmio e tenho certeza que a gente vai fazer uma grande partida", disse Alisson, referindo-se ao duelo da próxima quarta-feira, no MorumBIS.

Finanças

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta quinta-feira, 11, o ucraniano Volodmir Zelenski como Vladimir Putin na cúpula da Otan, em Washington. Horas depois, em sua primeira entrevista coletiva desde o debate com Donald Trump, reafirmou seu desejo de disputar a reeleição.

 

"Quero passar a palavra ao presidente da Ucrânia, que tem tanta coragem quanto determinação. Por favor, deem as boas-vindas ao presidente Putin", disse Biden, que percebeu o erro enquanto se virava para deixar o púlpito e emendou: "Presidente Putin? Presidente Zelenski. Eu estou tão focado em derrotar Putin."

 

"Eu sou melhor", disse Zelenski dirigindo-se ao púlpito. "Muito melhor", concordou Biden, que tem sido um dos principais aliados da Ucrânia na guerra contra a Rússia de Vladimir Putin. O erro foi ao ar nos jornais americanos do começo da noite das emissoras ABC, CBS e NBC News - os mais assistidos dos EUA.

 

Poucas horas mais tarde, no início da aguardada entrevista coletiva que concedeu, Biden se equivocou novamente ao mencionar a "vice-presidente Trump" em vez de citar o nome de Kamala Harris.

 

Trump, em uma publicação em seu site de mídia social, zombou de Biden por se referir a sua vice como "vice-presidente Trump", escrevendo: "Ótimo trabalho, Joe!"

 

Na entrevista coletiva, Biden tentou se defender do erro de linguagem no evento da cúpula da Otan ao trocar o nome de Zelenski, dizendo que percebeu o erro imediatamente. "Eu disse, aqui, Putin. E então eu disse, 'Não, me desculpe, Zelenski'", relatou Biden a um repórter que perguntou sobre o erro. "E então eu adicionei outros cinco nomes", afirmou Biden.

 

Questionado se ele estava prejudicando a posição dos EUA no mundo ao insistir em sua candidatura, Biden respondeu: "Você viu algum dano à nossa posição, na minha liderança, desta conferência (da Otan)? Você viu uma conferência mais bem-sucedida? O que acha?"

 

Biden enfrentou uma intensa série de perguntas de repórteres pela primeira vez desde seu desempenho desastroso no debate da CNN. As perguntas se concentraram, em boa parte do tempo, nas consequências do debate e nas preocupações sobre a viabilidade de sua reeleição, na falta de apoio de doadores, entre outras questões.

 

O presidente, porém, insistiu que está apto para concorrer. Segundo ele, esta corrida não é sobre política, mas sobre a democracia, que está sob risco. "Preciso encerrar esse trabalho, porque há muito em jogo", disse, ao responder uma das últimas perguntas. "Não estou desistindo."

 

Oportunidade

 

A reunião da aliança militar em Washington era considerada crucial no esforço para salvar a campanha à reeleição do fogo amigo de democratas preocupados com sua idade e aptidão para o cargo. Uma reportagem do New York Times afirmou ontem que parte de antigos assessores políticos e conselheiros de Biden tem se concentrado nos últimos dias em uma maneira de convencê-lo a deixar a campanha. A reportagem citou três fontes próximas das conversações.

 

O presidente, de 81 anos, tem enfrentando críticas e sido pressionado a desistir da reeleição desde seu desastroso desempenho no debate com Trump no mês passado.

 

Pelo menos dois assessores disseram que Biden não deveria insistir em um segundo mandato, de acordo com o NYT. Ao lado de outros assessores, eles planejam convencer o presidente democrata de que a derrota para Trump é provável caso ele se mantenha na campanha e que outro nome, como Kamala Harris, tem mais chances. Segundo a reportagem, Biden também precisa ser convencido de que o processo do partido para a escolha do novo nome, caso ele se retire, será ordenado e não se transformará em caos.

 

As discussões em torno de como convencer o presidente ainda não chegaram a Biden, de acordo com as fontes ouvidas pelo NYT. A Casa Branca negou que haja qualquer discussão. "Inequivocamente, isso não é verdade", disse Andrew Bates, um porta-voz da Casa Branca, ao jornal americano. Um porta-voz da campanha, TJ Ducklo, também negou que haja esse debate. Pessoas mais próximas do presidente estão inflexíveis quanto à permanência de Biden na corrida presidencial.

 

Força

 

Silenciosamente, segundo o NYT, a campanha de Biden está testando a força de Kamala contra Trump em uma pesquisa direta com eleitores. A pesquisa é a primeira desde as discussões para substituir o cabeça de chapa. Segundo o jornal americano, a sondagem poderia ser uma tentativa da equipe de reunir informações para defender o nome de Kamala ou, por outro lado, concluir que Biden ainda é a opção mais forte do partido.

 

Entre os eleitores ouvidos em uma pesquisa do instituto Ipsos para o Washington Post, a maioria dos democratas acha que Biden deveria se afastar. A pesquisa divulgada ontem também mostrou que a disputa continua acirrada entre Trump e Biden, mas indica que Kamala sairia um pouco melhor se o substituísse na votação.

 

Disputa acirrada

 

Biden e seus assessores rejeitam pesquisas que mostram preocupação com sua idade ou capacidade de ser presidente e estão encorajados após as sondagens mostrarem uma disputa acirrada entre ele e o republicano duas semanas após o debate.

 

De acordo com o instituto Cook Political Report, uma organização respeitada que analisa o cenário eleitoral, seis Estados-chave no colégio eleitoral americano estão mais favoráveis a Trump do que a Biden. Isso reflete o desafio crescente enfrentado pelo democrata, mas outras pesquisas dão indicativos de que ele permanece na frente do republicano em alguns segmentos e alimentam a convicção do presidente e do seu grupo mais próximo de colaboradores de que é possível se recuperar do desempenho do debate.

 

Um memorando do alto escalão da campanha de Biden distribuído à equipe ontem reafirmou a ideia de que Biden ainda é o melhor candidato para derrotar Trump. No entanto, além de diversos doadores, 15 deputados e 1 senador democratas pediram, até ontem, para que o presidente desista da reeleição. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em meio a crescentes tensões políticas nos Estados Unidos entre democratas e republicanos, a Suprema Corte, cuja maioria é conservadora por ter sido estabelecida durante a presidência de Donald Trump, tornou-se alvo de críticas e acusações de corrupção. Os ataques se intensificaram após a deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez, de Nova York, apresentar na quarta-feira, 10, um pedido de impeachment contra os juízes Clarence Thomas e Samuel Alito.

 

De acordo com a parlamentar, os membros aceitaram benefícios não declarados e participaram de casos que configuram conflitos de interesse. Ocasio-Cortez descreve as acusações como uma "crise constitucional ameaçadora para a democracia americana". Em resposta, o republicano e presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, desprezou o documento. "Os artigos de impeachment são a última tentativa democrata de interferir com a Suprema Corte.(...) Eles vão direto para o lixo".

 

No início desta semana, os democratas de alto escalão, senador Sheldon Whitehouse e o presidente do Comitê de Finanças do Senado, Ron Wyden, solicitaram ao Procurador-Geral Merrick Garland a nomeação de um procurador especial para investigar o juiz Thomas após ele ter aceitado presentes luxuosos. Paralelo a isso, os dois principais democratas do Senado, o líder da maioria Chuck Schumer, de Nova York, e Dick Durbin, de Illinois, presidente do Comitê Judiciário, fizeram discursos no plenário criticando as decisões da corte e sua ética. Na fala, Schumer disse que pesquisava formas legais para retirar de Trump a imunidade presidencial concedida pela Corte na semana passada.

 

Por meio destas manobras eleitorais - com poucas chances de vigorar, já que o Congresso está dividido e com as pré-candidaturas em andamento - os democratas esperam concentrar as atenções dos eleitores na Corte para desfavorecer os republicanos, já que as últimas decisões causaram desaprovação pública, conforme apontam pesquisas recentes. Fonte: Dow Jones Newswires

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confundiu sua vice-presidente, Kamala Harris, com o seu adversário político, o republicano Donald Trump, durante coletiva de imprensa nesta noite, no fim do encontro dos integrantes da Organização dos Países do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Mais cedo, Biden já havia chamado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de Vladimir Putin.

 

Durante a coletiva de imprensa, jornalistas insistiram em questionar Biden sobre sua idade e capacidade cognitiva. Ele reconheceu que precisa "ir um pouco mais devagar", e disse que teve uma noite ruim no dia em que participou do debate contra Donald Trump e deu vários sinais de cansaço.

 

Em alguns momentos de seu discurso e da coletiva, ele tossiu e engasgou, mas afirmou que continua capaz de cumprir com suas funções e defendeu que ainda não concluiu a missão que começou, de reavivar a economia americana e combater a inflação.

O caso da cantora trouxe à tona muitas dúvidas e ressaltou a necessidade de apoio para as grávidas em momentos de crise emocional. A psicóloga Rafaela Schiavo, especialista em psicologia perinatal, detalha os desafios envolvidos

Em uma publicação recente nas redes sociais, a cantora Iza confirmou o fim de seu relacionamento com o jogador de futebol Yuri Lima. A separação ocorre em um momento delicado: Iza está grávida de seis meses, esperando sua primeira filha, Nala. O anúncio trouxe à tona a importância do suporte psicológico para mulheres que enfrentam crises emocionais durante a gestação.

 

Os impactos emocionais do divórcio durante a gravidez

 

A gravidez é um período marcado por intensas mudanças físicas e emocionais. Quando uma separação ocorre nesse contexto, os efeitos podem ser ainda mais devastadores. "A separação é sempre um momento difícil, mas, durante a gravidez, pode desencadear ou agravar problemas como ansiedade e depressão", explica Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal e fundadora do Instituto MaterOnline (@materonline no Instagram). 

 

As mudanças hormonais, como o aumento da progesterona, já tornam as gestantes mais sensíveis e vulneráveis. Quando associadas a um divórcio, essas alterações podem intensificar sentimentos de estresse e insegurança. "O corpo libera mais cortisol, o hormônio do estresse, que aumenta a tensão e pode prejudicar a saúde tanto da mãe quanto do bebê", alerta.

 

A importância do suporte psicológico especializado

 

A psicologia perinatal é fundamental para ajudar gestantes a enfrentarem momentos de crise. Essa especialidade trabalha para prevenir e tratar problemas emocionais comuns durante a gestação e o puerpério, como depressão e ansiedade. "Sem suporte adequado, os riscos de complicações aumentam significativamente, afetando o desenvolvimento saudável do bebê", diz Schiavo.

 

No Brasil, apesar da nova Lei 14.721 garantir assistência psicológica pelo SUS, ainda há carência de profissionais especializados. Menos de 1% dos psicólogos no país possuem formação em psicologia perinatal, o que limita o acesso ao suporte necessário. "Precisamos aumentar urgentemente o número de psicólogos perinatais para atender à demanda das gestantes e puérperas", conclui a especialista. 

 

Para enfrentar os desafios emocionais de uma separação durante a gravidez, é essencial que a gestante conte com uma rede de apoio. Família, amigos e profissionais de saúde devem estar presentes para oferecer suporte, segundo Rafaela Schiavo. "É importante cercar-se de pessoas positivas e não hesitar em pedir ajuda quando necessário"

Dermatologista dá dicas de cuidados com a pele dos pequenos durante a estação

Conhecida por sua maciez, a pele dos bebês tem os seus cuidados específicos que devem ser cumpridos diariamente, mas, no inverno, a atenção deve ser redobrada. Com as temperaturas mais baixas e o clima mais seco, a pele do bebê, que já é muito sensível, tende a sofrer com desidratações que causam alergias, como as temidas dermatites.

 

"Nesta idade, a barreira cutânea está em formação, portanto, a pele é fina e sensível e sua função de proteção ainda não é completa, e, ao não tomar os devidos cuidados, podem surgir vermelhidões, coceiras e descamações, gerando desconforto no bebê", diz a Dra. Paula Colpas¹, dermatologista e consultora da TheraSkin®.

 

A especialista recomenda que os pais se mantenham atentos à pele do bebê: "A dermatite atópica geralmente apresenta os primeiros sinais por volta de 1 ano de idade, podendo iniciar desde o nascimento, com lesões avermelhadas no rosto ou nas dobrinhas dos braços e pernas, sendo associada a outros tipos de alergia, como rinite, asma ou conjuntivite alérgica, que são comuns à época de frio", explica.

 

A dermatite atópica se trata de uma doença que sensibiliza a pele do paciente, porém, no inverno, outros tipos de dermatites passageiras e típicas da estação são mais comuns, como as brotoejas, também conhecidas como miliárias: "Elas são bolinhas avermelhadas que surgem no pescoço, tronco e rosto do bebê, causadas por uma obstrução dos poros que impedem a saída do suor, provocando o surgimento das pequenas bolhas", conta a Dra. Paula.

 

No caso de qualquer condição anormal na pele do bebê, a Dra. Paula Colpas indica a consulta ao médico pediatra ou dermatologista. Para manter a pele do bebê saudável durante o inverno, a especialista dá 4 dicas:

 

Banhos: Mesmo que um banho quentinho seja agradável no inverno, a pele dos bebês pode ser prejudicada com a água quente, ficando mais sensibilizada. Prefira banhos curtos e com água morna, evite o uso de sabonetes com substâncias abrasivas, optando por produtos suaves e hipoalergênicos.

 

Agasalhos: O excesso de camadas de roupas no bebê obstrui a saída do suor, causando brotoejas e prejudicando a regulação da temperatura corporal. Opte por tecidos macios e respiráveis, como o algodão.  

 

Hidratação: Para evitar ressecamentos, é recomendado o uso de hidratantes próprios para eles, mantendo a integridade da pele, regulando a temperatura e reduzindo descamações.

 

Troca de fraldas: A região da fralda é muito sensível à formação de dermatites, portanto, é importante não deixar o bebê por muito tempo com a fralda suja, trocando-as com mais frequência, e sempre limpando e hidratando a região de forma adequada.

 

Para cuidar da pele dos bebês, a TheraSkin® destaca alguns de seus produtos. Cetrilan® Sabonete Líquido Calmante é seguro da cabeça aos pés desde os primeiros dias de vida, higienizando sem agredir. O produto limpa delicadamente, ajudando a manter a hidratação natural da pele. Com ingredientes ativos naturais de calêndula e camomila, é livre de parabenos, corantes, conservantes e sulfato, acalma a pele do bebê e promove a sensação de bem-estar.

As veias das pernas têm a função de levar o sangue ao coração após irrigarem os membros inferiores. Quando elas não funcionam como deveriam, surgem as varizes, que se tratam de veias dilatadas e tortuosas responsáveis por provocar inchaços, alterações na sensibilidade da pele, entre outros sintomas.

 

Existe um grande problema nisso, que são as varizes estouradas. Elas ocorrem por alguns motivos e, sem o socorro adequado, podem levar à morte.

 

Devido à importância de tomar as decisões corretas nesse tipo de caso, elaboramos este post para esclarecer os principais pontos sobre as varizes estouradas. Acompanhe!

 

Quais são as principais causas das varizes?

 

Existem alguns fatores que podem facilitar o surgimento das varizes. Conheça os principais:

 

  • genética: ter um parente de primeiro grau com varizes pode aumentar as chances de desenvolvê-las;

 

  • gestação: As alterações hormonais da gravidez fazem com que as paredes das veias tornem-se inchadas e enfraqueçam, principalmente se ocorrerem mais de 3 gestações;

 

  • obesidade: O excesso de peso corporal favorece o inchaço e dificulta ainda mais o retorno do sangue venoso ao coração;

 

  • sexo: o número de mulheres com varizes é maior que o de homens. Mulheres em qualquer faixa etária são mais propensas que homens;

 

  • sedentarismo: a falta da prática de atividade física facilita o ganho de peso. Pessoas sedentárias tem risco mais elevado de apresentar varizes e vasinhos. Uma das razões está associada a falta do fortalecimento dos músculos das panturrilhas realizem a sua função.

 

O que fazer quando as varizes estouram?

 

O mais importante a ser feito nos casos de sangramento de varizes é aplicar as medidas adequadas para parar a hemorragia por meio da pressão sobre o local. Também é preciso buscar ajuda médica urgente para evitar que a vítima entre em choque e diminuir o risco de morte.

 

Para simplificar esse processo, elaboramos um passo a passo:

 

  • deite a pessoa e tente deixá-la calma;

 

  • levante a perna em que o sangramento se encontra acima do nível da cabeça;

 

  • comprima a região do sangramento com um pano limpo molhado em água fria;

 

  • continue com a pressão sobre o local com o auxílio de um pano;

 

  • leve o indivíduo imediatamente ao pronto-socorro ou chame uma ambulância.

 

Quais são os sintomas das varizes estouradas?

 

Entre os principais sintomas das varizes estouradas estão:

 

  • hemorragia, caracterizada por sangramento grande, que pode ser entendido como uma complicação das varizes;

 

  • hematomas ao redor, que podem ser azuis, roxos ou vermelhos;

 

  • dor na região.

 

O que leva ao risco de as varizes estourarem?

 

Na maioria dos casos, as veias estouram e o sangramento acontece quando coçamos as varizes e elas estão muito dilatadas, principalmente em situações em que a pessoa não usa meias de compressão, não faz exercícios para movimentar e fortalecer os membros inferiores e melhorar o fluxo sanguíneo.

 

Isso também ocorre quando o indivíduo não realiza o tratamento médico adequado, tendo em vista que as intervenções disponíveis para evitar esse problema têm evoluído muito com o passar do tempo.

 

Agora que você já sabe os principais problemas que as varizes estouradas podem provocar, para evitar que isso aconteça, é importante ter em mente que a prevenção é a melhor alternativa. Por isso, o ideal é buscar o tratamento correto com um especialista que tenha autoridade na área, como a Spaço Vascular.

Numa licença poética sobre a icônica fala do filme, já podemos afirmar: EM 2025 NÓS USAREMOS ROSA! Isso porque finalmente chega ao Brasil a primeira montagem de um dos maiores fenômenos pop das telas e dos palcos dos últimos tempos. Dos mesmos produtores de "A Pequena Sereia, da Disney", "Chicago", "Uma Linda Mulher - O Musical" e "Priscilla, a Rainha do Deserto - O Musical" (IMM e EGG Entretenimento),  "Meninas Malvadas - O Musical" tem temporada confirmada de 13 de março a 29 de junho de 2025, no Teatro Santander, localizado no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo.

 

Indicado a doze estatuetas do Tony Awards, incluindo Melhor Musical e Melhor Libreto (Tina Fey, que também produz o musical), o espetáculo terá uma montagem inédita no Brasil pela primeira vez. Em breve  serão comunicadas e realizadas as audições de todo o elenco, incluindo as protagonistas. 

 

O filme Mean Girls é um verdadeiro ícone de uma geração, já considerado um clássico do cinema dos anos 2000. Comercialmente, arrecadou mais de 86 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos e Canadá, e um total de 129 milhões nas bilheterias em âmbito global. Na esteira do sucesso, ganhou uma sequência e a adaptação para os palcos da Broadway, com libreto da premiada Tina Fay (Saturday Night Live, 30 Rock e Uma Mãe Para o Meu Bebê), composições de Jeff Richmond (Unbreakable Kimmy Schmidt), letras de Nell Benjamin (Legally Blonde), direção e coreografia de Casey Nicholaw (The Book of Mormon). Atualmente, o espetáculo excursiona pelos EUA e conta com uma montagem no West End, em Londres. Já no Brasil, o espetáuclo tem direção de Mariano Detry, responsável pelo mega sucesso "Priscilla, a Rainha do Deserto - o Musical", numa realização da  IMM e EGG Entretenimento, da empresária Stephanie Mayorkis.

 

Sinopse - A história de Cady Heron, uma adolescente que se muda para os Estados Unidos após viver na África com seus pais. Ela entra em uma nova escola e é acolhida por Janis e Damian, que a apresentam a uma nova estrutura social (high school). Por sugestão de Janis, Cady se envolve com o grupo popular de Karen, Gretchen e liderado por Regina George, mas logo percebe que elas são cruéis e manipuladoras. Cady então resolve fazer elas provarem do próprio veneno. O musical aborda temas como amizade, sororidade, aceitação e as pressões sociais enfrentadas pelos adolescentes de forma realista e muito engraçada.

Com o objetivo de promover a transformação sustentável do setor cultural, mitigar impactos ambientais e incorporar soluções ecoeficientes em festivais culturais e artísticos (música, teatro, cinema, artes visuais e outros subsetores), o British Council anuncia os selecionados para o Cultura Circular 2024. A iniciativa, destinada a gestores de festivais, dissemina o intercâmbio cultural entre o Reino Unido e o Brasil por meio das artes, da cultura e da promoção da sustentabilidade ambiental. Alguns dos benefícios a que os selecionados têm direito incluem o acesso às melhores práticas sustentáveis e a capacitação para transformar pessoas responsáveis pelo desenvolvimento cultural em agentes de mudança diante da crise ambiental.

 

A atual edição do Cultura Circular recebeu 10% mais inscrições em relação ao ano anterior e selecionou 40 festivais da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Jamaica, México, Peru, Trinidad e Tobago e Venezuela. Todos terão acesso a investimentos provenientes de um fundo global que totaliza 350.000 libras esterlinas (cerca de R$ 2,4 milhões). Além dos recursos financeiros, o programa realizado pela organização britânica oferece aos selecionados a oportunidade de fortalecer as habilidades dos organizadores de festivais por meio de um intercâmbio de boas práticas com especialistas britânicos, a fim de aumentar seu compromisso com o intercâmbio cultural visando objetivos sustentáveis.

 

No Brasil, os organizadores de cada evento selecionado receberão até 20 mil libras esterlinas (cerca de R$ 138 mil), dependendo do tamanho do evento, para promover a interculturalidade no desenvolvimento de ações em benefício do meio ambiente.

 

O Cultura Circular 2024 selecionou sete festivais em solo brasileiro, descritos a seguir:

 

- Kino Beat: a nova edição do festival, a ser realizada em 2024 no Rio Grande do Sul, irá promover ações em torno da catástrofe climática que acometeu o estado, devido às chuvas que fizeram o Rio Guaíba atingir o nível de inundação. Para isso, o evento dará continuidade às discussões e temáticas sobre os reinos naturais e o papel da humanidade na acelerada transição ambiental planetária. Proposta: colaboração com a artista escocesa Sue Shaw (aka SHEE) para a segunda edição da Residência Formigueiro, com o objetivo de, a partir do campo da arte, propor formas de entendimento, reflexão, sensibilização e prototipagem de possíveis ações multidisciplinares de enfrentamento à emergência climática local.

 

- Baguncinha: festival multicultural realizado em Cuiabá (MT) dedicado à promoção e celebração da música regional, especialmente a música autoral mato-grossense. O evento não apenas celebra a cultura local como também destaca a resiliência e a adaptação de seus moradores, que enfrentam temperaturas extremas intensificadas pelo aquecimento global. Proposta:  aproveitando os conhecimentos e expertises do artista britânico Jammz, renomado MC e produtor musical de grime, os organizadores do festival irão desenvolver atividades e produções que dialogam com a realidade dos músicos da cena grime de Londres e da emergente cena grime de Cuiabá, contemplando artistas locais como DVINTE, Mago e Fxrreira. O evento também irá promover uma troca colaborativa entre ambas as realidades musicais. Haverá ainda um show especial em collab no qual Jammz fará uma apresentação com artistas locais, criando uma fusão entre o grime britânico e a música regional mato-grossense.

 

- Se Rasgum: Realizado em Belém (PA), o Se Rasgum é hoje mais do que um festival de música, tendo se transformado em uma grande plataforma multicultural que integra ações sociais, de circulação e formação, dialogando com diversas linguagens artísticas e tornando-o um dos principais projetos de difusão e projeção da cultura e da música amazônica no Estado e no Brasil. Proposta: A 19ª edição do evento, em 2024, terá ao longo de quatro dias (sendo dois dias de acesso gratuito e dois dias pagos, a preços acessíveis) mais de 30 atrações, destacando artistas amazônicos, nacionais e internacionais. Também serão realizadas mais de 10 ações formativas e profissionalizantes com líderes da indústria musical e rodadas de negócio, visando fomentar a cultura local. Em paralelo, o evento também tem entre os seus objetivos alavancar ações de sustentabilidade com a gestão eficiente de todo o resíduo em parceria com cooperativas, promovendo a economia circular, além de auditoria e compensação do carbono gerado em todas as atividades.

 

- Feira Preta: Fundada por Adriana Barbosa, especialista em negócios sociais e diversidade racial, a plataforma PretaHub é resultado de vinte anos de atividades dedicadas a mapear, criar capacidades técnicas, promover a criatividade e incubar e acelerar empreendedores para comunidades carentes no Brasil. Proposta: Norteado pelo conceito de ASG (Ambiental, Social e Governança), o Festival Feira Preta tem como foco a responsabilidade ambiental e social como bússola de suas ações. O evento pretende aprofundar suas políticas ambientais que buscam repensar o uso de materiais em suas ações e infraestrutura, reduzir o consumo de insumos e materiais descartáveis e reutilizar materiais, estruturas e insumos para demandar menos recursos do planeta – além de fazer da sustentabilidade um meio de gerar mais oportunidades de negócios e renda.

 

- Favela Sounds: Fundado em 2016 para reunir os principais nomes e movimentos da música de favela do Brasil e talentos da diáspora africana pelo mundo, Favela Sounds é hoje o maior festival de cultura periférica no país. Acontece anualmente em Brasília, levando mais de 50 mil pessoas para sua programação gratuita. Proposta: Fortalecer e ampliar os recursos e ferramentas da cadeia produtiva da música de pista do Distrito Federal, fomentando novos talentos, consolidando carreiras em curso e gerando as apostas de futuro para os estilos eletrônicos, sobretudo afro-diaspóricos.

 

- CoMa e Latinidades: Realizado em Brasília, o Festival CoMA é uma celebração da música, cultura e criatividade brasileira, que busca unir pessoas, culturas e ideias em uma comunhão inspiradora. Já o Latinidades, considerado o maior festival de mulheres negras da América Latina e com edições em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, é dedicado a promover equidade de raça e gênero, assim como uma plataforma de formação e impulsionamento de trajetórias de mulheres negras nos mais diversos campos de atuação. Proposta: Realizar painel de apresentação sobre sustentabilidade em eventos, visando sensibilizar 20 empreendedores sobre a importância de engajamento em soluções de impacto vinculadas às demandas socioambientais locais e globais, em especial às injustiças climáticas. O objetivo é que todos saiam com um plano de sustentabilidade concreto.

 

- Meeting Of Favela (MOF): Maior festival voluntário de graffiti e arte urbana do mundo. Mais de 600 grafiteiros e artistas visuais de todos os continentes reúnem-se anualmente na Vila Operária, em Duque de Caxias (RJ), para pintar voluntariamente os muros da comunidade. Proposta: Realização de residência com o artista inglês Julian Phethean (aka Mr. Cenz) para a entrega de duas obras públicas em Duque de Caxias e na capital fluminense. Também serão realizadas duas ativações complementares. A primeira etapa, no OI FUTURO, terá um dia inteiro de programação dedicado ao debate sobre as oportunidades que a "street art" traz para jovens de comunidades e em situação de vulnerabilidade econômica e social. Já a segunda etapa será o festival MOF propriamente dito.

 

Vale destacar que durante a edição do Cultura Circular 2024, além da demonstração de interesse em um futuro sustentável e na integração multicultural, o British Council levou em conta critérios de inclusão na seleção das propostas. De acordo com uma pesquisa realizada pela organização entre os candidatos, do total de participantes, 91% disseram ter políticas de inclusão em áreas como raça, igualdade de gênero, diversidade sexual, deficiência e condição socioeconômica. Além disso, 78% mencionaram que os festivais são dirigidos por mulheres, enquanto cerca de 40% têm na liderança pessoas negras ou indígenas.

 

Da mesma forma, alguns outros critérios atendidos pelos projetos selecionados foram:

 

- Demonstrar compromisso com a implementação de práticas sustentáveis que realmente resultem em uma alternativa que enfrente a crise ambiental.

 

- Demonstrar uma parceria com um homólogo do Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales), incluindo uma carta de intenções assinada pela organização ou artista britânico correspondente.

 

- O parceiro deve se comprometer a contribuir ativamente com as atividades do festival, como apresentações, palestras, workshops etc. O grau de participação dependerá da natureza da atividade planejada dentro do festival.

 

- Os projetos propostos devem abranger pelo menos uma das disciplinas artísticas mencionadas na chamada (artes visuais, artes digitais, cinema, dança, arquitetura, design, moda, literatura, música ou teatro).

 

"A igualdade, a diversidade e a inclusão estão presentes em nosso trabalho em todo o mundo, seja nas artes, na sociedade, na educação inclusiva ou no ensino da língua inglesa. Nosso objetivo é desenvolver programas e projetos inclusivos que reúnam pessoas com experiências e origens diferentes. Esperamos que isso enriqueça as experiências de todos e, em última análise, leve a sociedades mais inclusivas e à conscientização, neste caso, do impacto e do trabalho que temos sobre o meio ambiente", disse María García Holley, Diretora Regional de Artes para as Américas do British Council.

 

Após serem selecionados, os gestores dos festivais receberão investimentos focados na promoção do intercâmbio cultural e treinamentos de sustentabilidade com o apoio de especialistas britânicos. Em última análise, os festivais terão de demonstrar a incorporação do conhecimento adquirido nos programas de formação, colocando as atividades sustentáveis em prática nos seus festivais.

 

"Também temos como objetivo elevar o nível de sustentabilidade do setor cultural e aumentar o comprometimento de todos os envolvidos, desde gerentes, fornecedores, funcionários públicos e, é claro, o público, para transformar qualquer manifestação cultural em um investimento sustentável e inclusivo – e que, diante desses benefícios, atraia credibilidade e reconhecimento, o que poderia gerar modelos replicáveis que podem ser aplicados além dos eventos e abranger outros setores culturais, como mercados de rua, bazares, teatro e dança", acrescentou García Holley.

 

Desde 2021, o Cultura Circular já beneficiou mais de 65 festivais culturais em mais de 30 cidades diferentes da América Latina. Todo esse alcance gerou mais de 1 milhão de engajamentos significativos, com mais de 150 milhões de impactos para promover a mensagem da importância da sustentabilidade na cultura.

Jhordan Matheus segue com seu novo show, segundo solo da carreira, que está em turnê pelo Brasil. Em 2023, o humorista fez cerca de 100 shows e recebeu um público de cerca de 40 mil pessoas - números que prometem ser batidos este ano. 

 

Conhecido por seu humor afiado, Jhordan aborda temas que vão desde a paternidade até a possibilidade de vida extraterrestre. O novo trabalho, intitulado apenas de "Novo Show", traz de maneira cômica e descontraída, seus pensamentos mais sinceros. Aquilo que quase todo mundo já pensou e passou, mas nunca parou para conversar sobre com ninguém.

 

O show explora as aventuras da paternidade com histórias hilárias sobre o nascimento de seu filho, detalha suas experiências emocionantes em busca do sonho de infância de se tornar um PQD (paraquedista profissional) e diverte a plateia com relatos sobre sua vida profissional, superpoderes e extraterrestres. Ou seja, suas apresentações tornam-se um convite para fazer parte de sua intimidade, combinando comédia, emoção, interação e muitas risadas de uma forma que só Jhordan Matheus sabe fazer.

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