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Por meio de uma parceria com a empresa Gabriel, a Prefeitura de São Paulo vai acrescentar 5,3 mil câmeras de segurança integradas ao Smart Sampa, programa de monitoramento da Secretaria Municipal de Segurança Urbana.

Atualmente, o programa conta com 32 mil câmeras distribuídas pela cidade, sendo 12 mil provenientes da iniciativa privada. O objetivo é identificar suspeitos, foragidos e pessoas desaparecidas por meio da tecnologia de reconhecimento facial. A Prefeitura estima chegar a 40 mil dispositivos até o final do ano.

O Executivo promove a expansão por meio de um edital de chamamento público publicado no ano passado, que prevê a integração de câmeras da iniciativa privada, de concessionárias e de munícipes ao Smart Sampa. A proposta é que todas as imagens sejam integradas dentro de uma única plataforma da Prefeitura.

"As imagens desses equipamentos são incorporadas à central de monitoramento, ampliando a cobertura da cidade e fortalecendo as ações de prevenção e resposta rápida da Guarda Civil Metropolitana (GCM)", afirmou a Prefeitura.

A Gabriel é uma empresa de tecnologia que já possui câmeras - conhecidas como "camaleões" - instaladas na frente de condomínios em São Paulo. Com a parceria, essas câmeras também abastecerão a central de monitoramento.

"Com a entrada dos camaleões no Smart Sampa, são mais de 5.300 câmeras protegendo a cidade e auxiliando as autoridades com tecnologia 100% brasileira", disse a empresa em nota.

A integração permitirá que as autoridades tenham acesso em tempo real às imagens e a um histórico de 14 dias do que foi gravado. A Gabriel já colabora com a Polícia Civil por meio de uma plataforma que compartilha, mediante ofício, imagens que podem auxiliar nas investigações e na solução de crimes.

A empresa também atua no Estado do Rio de Janeiro, na capital e em Niterói, com foco na leitura de placas de veículos. Ao todo, são mais de 14 mil câmeras instaladas nas três cidades.

Segundo a Gabriel, a tecnologia já ajudou a analisar mais de 9 mil ocorrências criminais, contribuiu para o indiciamento de 500 suspeitos, localizou 11 pessoas e auxiliou na inocência de nove indivíduos.

"A integração da Gabriel ao Smart Sampa representa um passo decisivo na construção de cidades mais inteligentes, seguras e justas. Com impacto comprovado nos principais centros urbanos do país, a empresa reafirma sua missão de colocar a tecnologia a serviço da segurança", afirmou a companhia.

A cidade de São Paulo teve alta de 21% nos homicídios e de 5,4% nos furtos em julho deste ano ante o mesmo mês de 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 29, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Ao mesmo tempo, houve queda nos casos de roubos, latrocínios (assaltos seguidos de morte) e estupros registrados na cidade.

O cenário destoa de quando se leva em conta um recorte mais amplo. Os dados apontam que o Estado de São Paulo teve redução em todos os indicadores citados, incluindo aqueles que apresentaram alta na capital paulista.

A secretaria afirmou, em nota, que está atenta ao aumento de furtos na capital. Disse ainda que a cidade de São Paulo encerrou os primeiros sete meses do ano com a segunda menor taxa de homicídios dolosos em 25 anos.

"As variações desse indicador são acompanhadas de perto pela SSP por meio do programa SP Vida, que consolida dados estratégicos e subsidia políticas de enfrentamento a crimes violentos, como o reforço do policiamento em pontos de atenção", diz a pasta (mais abaixo).

Foram 46 vítimas de homicídio doloso em julho na cidade de São Paulo, ante 38 no mesmo mês do ano passado, conforme os registros de boletim de ocorrência.

Os casos seguem tendência de alta apresentada na capital paulista no primeiro semestre deste ano, quando houve aumento de 15,5% nos homicídios.

Entre os casos recentes, estão o do marceneiro Guilherme Dias Santos Ferreira, morto no começo de julho com um tiro disparado por um policial militar quando corria para pegar ônibus em Parelheiros, zona sul de São Paulo.

Dias após a morte de Guilherme, que tinha 26 anos, a Justiça de São Paulo reclassificou a ocorrência como homicídio doloso (se há intenção de matar).

O policial Fábio Anderson Pereira de Almeida, de 35 anos, foi preso em flagrante, mas foi solto nesta quinta-feira, 28, após habeas corpus, confirmou a defesa do agente ao Estadão. O PM disse ter confundido a vítima com um dos bandidos que o havia roubado momentos antes.

Casos envolvendo agentes do Estado chamam atenção. Também no começo de julho, outros dois PMs foram presos em flagrante após uma noite marcada por confrontos com moradores de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

Conforme a Polícia Militar informou na época, os dois agentes atiraram em um morador, identificado como Igor Oliveira, de 24 anos, quando ele já estava rendido, com as mãos na cabeça. O caso gerou protestos generalizados na região.

Furtos também seguem tendência de alta do 1º semestre

Em julho, os furtos também não só mantiveram tendência de alta do primeiro semestre, quando os casos subiram 3,8%, como viram aumento ainda mais expressivo - as ocorrências registradas saltaram 5,4%.

Em números absolutos, os casos foram de 19.995 para 21.070 no mês passado, em dinâmicas envolvendo sobretudo gangues de moto e de bicicleta, apontam as investigações.

Como mostrou levantamento recente feito com exclusividade pelo Estadão, neste ano, os casos de roubos e furtos de celular têm crescido especialmente em áreas próximas a estações de Metrô.

Ladrões miram essas áreas por causa do grande fluxo de pessoas e dos smartphones, por onde multiplicam seus lucros com transferências bancárias. A região da Estação República, conexão das Linhas 4-Amarela e 3-Vermelha, é a que registrou mais crimes.

A secretaria afirma que Polícia Civil tem realizado operações não só para recuperar celulares roubados, mas para reprimir o comércio ilegal e punir receptadores.

Capital paulista em números

A cidade de São Paulo registrou ainda 218 estupros, queda de 5,2% em relação a julho do ano passado, além de 8.601 casos de roubo, redução de 10,9% em igual período. Já os latrocínios caíram de 5 para 3:

- Furtos: tiveram alta de 5,38% em julho, com 21 mil casos

- Roubos: tiveram queda de 10,9% em julho, com 8,6 mil casos

- Estupros: tiveram queda de 5,2% em julho, com 218 casos

- Latrocínios: tiveram queda de 40% em julho, com 3 vítimas

- Homicídios: tiveram alta de 21% em julho, com 46 vítimas

Estado registra quedas maiores

O Estado de São Paulo, diferentemente da capital, registrou quedas em todos os cinco indicadores analisados, com destaque para a redução nos roubos:

- Furtos: tiveram queda de 0,6% em julho, com 46,3 mil casos

- Roubos: tiveram queda de 12,8% em julho, com 14 mil casos

- Estupros: tiveram queda de 3,2% em julho, com 1,1 mil casos

- Latrocínios: tiveram queda de 15,8% em julho, com 16 vítimas

- Homicídios: tiveram queda de 1,5% em julho, com 200 vítimas

O que diz a Secretaria da Segurança Pública

A Secretaria da Segurança Pública afirma, em nota, que os latrocínios caíram 22,5% na capital em julho, atingindo o menor número em 18 anos, enquanto os roubos em geral chegaram ao menor patamar em 25 anos. "Em todo o Estado, os índices de roubos e latrocínios também foram os menores desde 2001", afirma.

A pasta comandada por Guilherme Derrite acrescenta que, no caso dos furtos, a diferença entre Estado e capital "ocorre porque os indicadores criminais variam conforme as características regionais".

"A cidade de São Paulo, diferentemente de outros municípios do interior, concentra grande circulação de pessoas e comércio, o que impacta diretamente nesse tipo de delito", diz.

A secretaria acrescenta que a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) está atenta a essa dinâmica e atua em duas frentes principais: a identificação e prisão de receptadores, que alimentam a cadeia ilícita, e a intensificação das prisões de infratores. Ao todo, 26,6 mil suspeitos foram presos neste ano na capital paulista (maior quantidade desde 2020).

"Quanto aos crimes de estupro, as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) registraram queda nas denúncias em todo o Estado em julho, sendo 5,2% de redução na capital. O registro é fundamental para quebrar o ciclo da violência, garantir proteção imediata à vítima e possibilitar a responsabilização do agressor", acrescenta.

O mês de setembro é caracterizado pelas primeiras chuvas do período úmido nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além de registrar um aumento da temperatura comparado com os meses anteriores do inverno. Neste ano, o cenário não será diferente. No Sul, também há expectativa para precipitações neste período.

A estação termina no dia 22 de setembro, quando começa a primavera no País.

Regiões Sudeste e Centro-Oeste

No Sudeste e Centro-Oeste, o destaque é para a elevação das temperaturas com relação aos meses anteriores e pancadas de chuva em algumas tardes. "O que vale chamar a atenção é que as primeiras pancadas de chuva do início da primavera tendem a ser fortes, com rajadas de vento e trovoadas, sem atingir a média climatológica", afirma Celso Oliveira, meteorologista da Tempo OK.

Ele explica que, por ser isolada, a umidade não é abrangente pela região, e por isso, algumas cidades podem ainda registrar umidade baixa, e temperaturas acima do normal, principalmente no interior de São Paulo e de Minas Gerais.

Região Sul

"O mês de setembro na região Sul será marcado por chuvas recorrentes, associadas à passagem de frentes frias e sistemas transientes, já que não há nada que impeça a formação das instabilidades na região", afirma Oliveira.

Segundo ele, o Paraná terá chuvas acima do normal, especialmente no oeste, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina esperam chuvas de médias a um pouco abaixo do normal.

Os modelos climáticos não preveem geada tardia no Sul, o que é positivo para as culturas recém-plantadas, como o milho.

Região Nordeste

No Nordeste, conforme o meteorologista, o tempo será seco e quente no interior, mas as capitais terão chuvas acima da média e temperaturas próximas ao normal, influenciadas por ventos úmidos marítimos.

Região Norte

A região Norte terá algumas áreas ainda com tempo seco, como é o caso do Tocantins, faixa sul do Pará e chuvas frequentes no Amazonas, Acre e Rondônia. "Apesar da chuva mais intensa no Acre, ela ainda não será suficiente para aumentar de forma significativa o nível dos rios no Estado", projeta Oliveira.