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Diário de Notícias

DN.

99 milhões de brasileiros vão às compras por causa da Copa do Mundo e o varejo já está em modo de guerra

A Copa do Mundo 2026 ainda nem começou (a bola rola a partir de 11 de junho) e o comércio brasileiro já está em polvorosa. Uma pesquisa recém-divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, estima que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendem comprar produtos ou contratar serviços relacionados ao mundial. Isso significa que 60% dos brasileiros vão abrir a carteira por causa da Copa.

E aqui começam os dados curiosos.

O brasileiro compra ANTES, não durante o jogo. Segundo análise do BTG Pactual, o maior movimento do varejo não acontece durante as partidas, mas nas horas e dias anteriores aos jogos. Faz sentido: ninguém para de ver o jogo para ir ao mercado.

O novo formato turbina o consumo. O BTG destaca que a edição de 2026 terá impacto ainda mais relevante porque o novo formato do torneio conta com 48 seleções, 104 partidas e duração de 39 dias. "O formato expandido aumenta a duração e a frequência das ocasiões de consumo, ampliando estruturalmente as oportunidades de demanda."

A camisa da Seleção é rainha absoluta. 59% dos entrevistados pretendem comprar camisas da Seleção Brasileira, originais ou não — é o item com maior intenção de compra entre todos os segmentos. O Grupo SBF, dono da Centauro, espera um aumento de receita de aproximadamente R$ 390 milhões em 2026 só com a demanda por camisas.

A Copa é um evento de família e churrasco. Cerca de 64% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa. Os rituais mais associados ao período são reunir a família (72%) e fazer churrasco (59%). Refrigerantes são os itens mais ligados ao momento, citados por 61%, seguidos de carne para churrasco (59%), cerveja (49%) e petiscos (47%).

O álbum da Panini é o maior já feito. O álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, lançado em 1º de maio, é a maior coleção já produzida pela Panini: 980 cromos, 68 especiais, 112 páginas, cobrindo todas as 48 seleções participantes.

76% dos brasileiros vão mudar seus hábitos de consumo. Segundo estudo da MindMiners, 76% dos brasileiros afirmam que a Copa vai alterar de alguma forma seus hábitos, sendo que 43% pretendem adaptar os gastos conforme a ocasião.

As apostas entraram forte no jogo. 41% dos consumidores planejam realizar apostas em plataformas de "bets" durante o torneio — um dado que não existia nas Copas anteriores e mostra como o mercado de apostas se integrou ao comportamento do torcedor brasileiro.

O e-commerce está na expectativa máxima. O comércio eletrônico brasileiro deve fechar 2026 em R$ 259 bilhões, segundo projeção da ABComm, e a busca por "copa do mundo 2026" no Google bateu 1 milhão de pesquisas em março no Brasil, um crescimento de 506% em relação a 2025.

Resumindo: a Copa do Mundo não é só futebol — é o maior evento de consumo coletivo do Brasil. Uma espécie de "Black Friday" de 39 dias onde quase 100 milhões de pessoas vão gastar com camisa, churrasco, cerveja, TV nova, figurinhas, apostas e tudo mais que se possa imaginar. E a bola ainda nem rolou.

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