Uma nova subvariante da Covid-19 já começou a circular fora do Brasil e tem sido monitorada por cientistas. Conhecida como "Cicada", a BA.3.2 foi identificada em ao menos 23 países e se destaca pelo número elevado de mutações.
O nome curioso não é por acaso: assim como a cigarra, ela "reaparece" de forma inesperada. A subvariante faz parte da família Ômicron, ou seja, não é uma variante totalmente nova. O vírus continua evoluindo de forma gradual, acumulando mutações para se manter em circulação. A principal diferença está na proteína Spike, usada pelo vírus para invadir as células. A nova linhagem possui cerca de 75 mutações nessa estrutura.
O que chama atenção é justamente essa quantidade de alterações: em comparação com os antígenos utilizados nas vacinas recentes, isso pode favorecer reinfecções — mesmo em pessoas já vacinadas ou que já tiveram Covid anteriormente.
Mas antes de entrar em pânico: dados preliminares indicam que a linhagem não está associada a um aumento nos casos graves ou hospitalizações, mantendo o padrão tranquilizador observado nas últimas subvariantes da Ômicron.
Um detalhe curioso que os cientistas ainda investigam é um possível aumento proporcional de casos em crianças — hipótese relacionada ao fato de muitas delas nunca terem tido contato prévio com o vírus.
Nos EUA, a variante já circula em 29 estados, detectada tanto em pacientes quanto em amostras de esgoto. Quanto ao Brasil, especialistas consideram provável que a Cicada chegue em breve por aqui, dado o histórico de disseminação internacional rápida de subvariantes anteriores.
O recado dos especialistas é claro: monitoramento sim, pânico não. As vacinas continuam protegendo contra as formas graves da doença.
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