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Diário de Notícias

DN.

A cozinha que virou patrimônio — e ganhou o Brasil de volt

A notícia mais saborosa e curiosa da gastronomia nacional vem de Minas Gerais, e ela tem muito a dizer sobre identidade, cultura e o poder de uma boa comida feita com alma.

Minas Gerais conquistou o prêmio de Destino Gastronômico do Ano de 2026, concedido pelo Mercado & Eventos no M&E Awards, durante a WTM Latin America, em São Paulo — a maior feira de turismo da América Latina. O reconhecimento foi confirmado em votação que reuniu mais de 84 mil votos entre profissionais do setor e leitores de todo o país.

O que torna a história curiosa é o que está por trás do título. O avanço não se concentra apenas na capital. Municípios do interior passam a receber mais visitantes com circuitos próprios, baseados em ingredientes e práticas locais — o turismo gastronômico se espalha por diferentes territórios do estado.

E a frase que resume a filosofia mineira na cozinha diz muito: "Minas transforma cultura em pertencimento, memória em experiência e gastronomia em destino. A cozinha mineira é uma síntese da nossa identidade e uma porta de entrada poderosa para quem quer conhecer Minas Gerais em sua profundidade."

O detalhe que completa a história com ainda mais sabor: no início deste ano, o Brasil também deu outro passo importante no cenário gastronômico mundial. A Chaîne des Rôtisseurs, uma das confrarias gastronômicas mais prestigiadas e antigas do mundo, formalizou sua operação no Brasil — unindo a expertise técnica europeia à exuberância do repertório brasileiro. A rede reúne cerca de 80 países, e Portugal, por exemplo, já faz parte há 53 anos.

Num mesmo ano, a cozinha brasileira virou destino oficial por dentro — e entrou pela porta da frente lá fora. O pão de queijo, o feijão tropeiro e o frango com quiabo agradecem.


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