Uma mudança histórica no turismo brasileiro entrou em vigor nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026: a partir de hoje, cidadãos chineses portadores de passaporte comum válido podem entrar no Brasil sem visto para turismo, negócios, trânsito e realização de atividades artísticas ou esportivas, com estadia permitida de até 30 dias.
O anúncio foi feito há poucos dias pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante o Salão do Turismo, em Fortaleza, e a reação do mercado foi imediata.
A internet chinesa foi à loucura:
Segundo dados da plataforma de turismo Qunar, as buscas por passagens da China para o Brasil dispararam mais de 200% meia hora após a divulgação da notícia. As pesquisas por voos para o Rio de Janeiro dobraram em relação à hora anterior; as buscas para Brasília triplicaram. As principais cidades de origem das buscas foram Xangai, Pequim, Hangzhou, Guangzhou e Chengdu.
Por que isso é tão relevante?
Em 2025, mesmo com a exigência do visto, o número de turistas chineses que visitaram o Brasil cresceu 35% em relação ao ano anterior. E nos primeiros três meses de 2026, o crescimento já marcava mais 30% na comparação com o mesmo período de 2025.
Imagine o que acontece agora, sem burocracia nenhuma.
É uma via de mão dupla:
A medida segue o princípio da reciprocidade: desde maio de 2025, a China já concedia isenção de visto a brasileiros em viagens de curta duração ao país asiático. Com a nova regra, o Brasil formaliza a contrapartida e equipara as condições de acesso entre os dois países.
O timing não é por acaso:
Com a chegada das férias de verão na China e o efeito de atração da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, especialistas do setor preveem uma nova onda de visitantes asiáticos às Américas — e o Brasil, agora sem a barreira do visto, está bem posicionado para se beneficiar desse fluxo.
O dado mais curioso de tudo: em 2025, o Brasil registrou recorde histórico de entrada de visitantes estrangeiros, com mais de 9,2 milhões de turistas internacionais. Agora, com 1,4 bilhão de chineses podendo embarcar sem papel algum, o setor de turismo brasileiro acredita que o país está prestes a viver um de seus maiores saltos de chegadas internacionais de todos os tempos. O Brasil nunca esteve tão aberto ao mundo — e ao Oriente — quanto hoje.
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