Pouco mais de um mês após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) cobra uma solução para a falta de repasse dos recursos oriundos de transações feitas com cartões de crédito emitidos pela fintech.
Antes de ser liquidado, a Mastercard era a emissora dos cartões do banco digital, que pertencia ao conglomerado do Banco Master, mas havia ficado de fora da liquidação do grupo, em novembro.
A bandeira teve que executar garantias de dívidas da varejista online de móveis Westwing e do Banco de Brasília (BRB), após o Will Bank parar de fazer os repasses devidos.
Quando o consumidor realiza uma transação com cartão, o banco emissor autoriza a compra e envia o dinheiro para credenciadora, que o repassa ao estabelecimento, descontada as taxas devidas. Como foi liquidado, o Will Bank rompeu esse fluxo.
Em comunicado, a Abecs diz que ainda há um "volume relevante" de recursos retidos e que trabalha com participantes do mercado e autoridades competentes para garantir a efetivação dos pagamentos aos estabelecimentos comerciais.
Para a entidade, a situação é "crítica" para todo o setor, porque ameaça a credibilidade do sistema de pagamentos.
"Estamos falando de recursos que já foram pagos pelos consumidores, mas que ainda não foram repassados para as credenciadoras e, assim, para os estabelecimentos comerciais, afetando diretamente milhares de empresas", afirmou o vice-presidente executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira.
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