A Abimaq, entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, revisou para baixo as previsões de desempenho neste ano, apontando o impacto negativo dos juros altos nas decisões de investimento, além da maior concorrência chinesa.
A expectativa de queda nas vendas totais passou de 3,2% para 8,4%, como resultado do recuo, revisto de 3,6% para 7,7%, esperado nas compras do mercado interno.
Para as exportações, que têm nos Estados Unidos o principal destino e foram alvo do tarifaço americano, a projeção também piorou: de crescimento de 6,4%, no faturamento em dólares, para queda de 1,1%.
Durante a apresentação dos resultados de julho à imprensa, o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, afirmou que os juros elevados encareceram o financiamento de máquinas e, ao mesmo tempo, reduziram a atratividade dos investimentos produtivos, dada a menor taxa de retorno.
"Com a taxa de juros muito elevada, além de o financiamento da máquina ficar mais caro, o investimento não se justifica", comentou Velloso.
O executivo disse que as máquinas brasileiras também estão perdendo espaço para concorrentes chineses, cujos preços os fabricantes brasileiros não conseguem acompanhar. "Temos vários exemplos de produtos que estão sendo vendidos no nosso mercado a preços que não pagam a matéria-prima do produto brasileiro", disse Velloso.
Segundo ele, as pás eólicas são um exemplo.
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