Promotores federais acusaram um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE na silga em inglês) de mentir para investigadores sobre os eventos que levaram ao assassinato de um venezuelano durante repressão à imigração em Minneapolis, no início deste ano, segundo fontes da Associated Press (AP).
Christian Castro, policial que, segundo as autoridades, atirou na perna de Julio Cesar Sosa-Celis em janeiro, foi acusado de prestar declarações falsas a investigadores federais.
As acusações federais surgem após a libertação de Castro da prisão na semana passada, depois que o governador do Texas se recusou a assinar imediatamente um mandado de extradição para entregá-lo às autoridades de Minnesota, que o acusaram separadamente de agressão e falsa comunicação de crime relacionada ao mesmo tiroteio.
As autoridades federais inicialmente acusaram Sosa-Celis e outro homem de agredirem um policial com um cabo de vassoura e uma pá de neve durante o confronto. Mas os promotores federais retiraram as acusações contra os homens depois que imagens de vídeo mostraram que os policiais podem ter mentido sobre o ocorrido, e as autoridades abriram uma investigação.
No início desta semana, um procurador federal que trabalha no caso disse aos advogados de Sosa-Celis e de outras vítimas que funcionários do Departamento de Justiça bloquearam a tentativa do procurador de apresentar uma acusação mais grave de violação de direitos civis contra o policial pelo tiroteio, informou a ProPublica.
A fonte da AP, familiarizada com a investigação, contestou a versão do promotor, afirmando que a investigação continua e que nenhuma decisão final foi tomada sobre se serão apresentadas acusações adicionais. O promotor foi demitido na quinta-feira e agora está sendo investigado por suposta obstrução de uma investigação do júri, disse a pessoa.
Uma resposta automática por e-mail do Departamento de Justiça, órgão responsável pela promotoria, informava que ele estava de licença. Outras tentativas de contato com o promotor não obtiveram sucesso imediato.
*Com informações da agência Associated Press (AP).
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