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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul - cuja assinatura foi aprovada pelo Conselho Europeu nesta sexta-feira - vai fortalecer o multilateralismo, a sustentabilidade e os investimentos entre os blocos. "Em um momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo", disse Alckmin, durante entrevista coletiva sobre o tema. "O acordo mostra que é possível construir o caminho de um comércio com regras, de abertura comercial e de fortalecimento do multilateralismo", acrescentou.
Segundo o vice-presidente brasileiro, a expectativa é que o acordo seja assinado nos próximos dias.
Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), os blocos negociam para que a assinatura ocorra no próximo sábado, 17, no Paraguai.
Alckmin disse, ainda, esperar que a vigência do termo comece ainda este ano.
Ele explicou que o Congresso brasileiro ainda precisa aprovar uma lei validando o acordo. Se isso for feito no primeiro semestre, o País não vai depender dos outros membros do Mercosul, disse o vice-presidente.
Alckmin ainda destacou que o acordo Mercosul-UE será o maior do tipo no mundo e é relevante para o comércio brasileiro.
Segundo ele, o bloco europeu foi o primeiro ou segundo destino dos produtos vendidos por 22 Estados do País e por 30% dos exportadores.
O acordo também deve promover investimentos e sustentabilidade. "É um ganha-ganha", disse.
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