Com a Copa do Mundo começando em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, o Ministério da Saúde emitiu um alerta importante: os três países-sede enfrentam surtos ativos de sarampo e concentram atualmente cerca de 70% dos casos registrados nas Américas.
Os números são preocupantes. Apenas o México já ultrapassou 10 mil casos este ano, enquanto os Estados Unidos registraram quase 1.800 ocorrências. O Canadá, por sua vez, enfrentou mais de 5 mil casos em 2025, perdeu o status de país livre da doença e já contabiliza mais de 870 casos em 2026.
O mais curioso — e assustador — é que mais de 90% dos pacientes infectados não possuíam esquema vacinal adequado ou sequer tinham histórico de vacinação. Ou seja, a maior parte das pessoas que contraiu a doença simplesmente não estava vacinada.
O Brasil conseguiu reconquistar o status de país livre do sarampo em 2024, mas o risco agora é o contrário: o Ministério da Saúde alerta que há risco iminente de reintrodução do vírus no Brasil após o retorno dos viajantes ou pela chegada de estrangeiros infectados. Até o momento, já foram registrados três casos importados em 2026 — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro.
A orientação é clara: a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no SUS e deve ser tomada pelo menos 15 dias antes do embarque. Crianças de 6 a 11 meses precisam de uma "dose zero", pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses, e adultos de 30 a 59 anos precisam de ao menos uma dose.
Especialistas reforçam que ainda existe uma falsa percepção de que o sarampo é uma doença simples da infância, quando na verdade ele pode causar pneumonia, encefalite e até levar à morte, especialmente em crianças pequenas, idosos e imunossuprimidos.
Se você pretende viajar para a Copa ou conhece alguém que vai, vale muito conferir a caderneta de vacinação o quanto antes o prazo já está apertado!
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