A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 3,36% no primeiro semestre de 2026, acima do resultado do primeiro semestre de 2025 (2,99%), e foi o maior acumulado para os seis primeiros meses do ano desde 2022 (5,49%), explicou nesta sexta-feira, 10, o gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves.
A pressão ao longo do semestre veio sobretudo de alimentos e combustíveis. O tomate apresentou alta de 82% no semestre, impacto de 0,16 p.p., e a gasolina apresentou alta de 6,37%, o maior impacto individual de 2026, 0,32 p.p., ante 2,53% no ano anterior. A volatilidade dos preços do petróleo por conta da Guerra do Oriente Médio ajuda a explicar a alta do combustível.
Por grupos, Educação subiu 5,29% nos primeiros seis meses, seguido de Alimentação e bebidas (4,56%), que teve o maior impacto no índice (0,98 ponto porcentual), ao lado de Habitação (impacto de 0,45 p.p.)., com destaque para o acumulado de alta de energia elétrica (3,58%).
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, Fernando Gonçalves destacou que, em fevereiro, além dos reajustes sazonais de educação (cursos regulares), pelo fim do "bônus de Itaipu" - creditado em janeiro -, houve pressão do café.
"Em janeiro de 2025, também houve uma pressão do café, que já vinha impactando a inflação desde o fim de 2024, com altas sucessivas, em meio aos efeitos de problemas climáticos, que reduziram a oferta e levaram a uma escassez no mercado mundial, comprometendo a produção, inclusive no Brasil", detalhou.
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