A Pré-Sal Petróleo (PPSA) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) se uniram para apresentar a investidores e empresas, na Offshore Technology Conference (OTC), as oportunidades que o Brasil vai oferecer ao setor este ano. A feira acontece de 4 a 7 de maio em Houston, Estados Unidos.
A PPSA vai divulgar detalhes do leilão de petróleo da União, previsto para julho, onde serão ofertados mais de 100 milhões de barris de petróleo dos contratos de partilha da produção no pré-sal, enquanto a ANP vai apresentar um panorama das rodadas de Oferta Permanente que serão promovidas até o final do ano.
No dia 5, ANP e PPSA promovem o seminário técnico "Brazil Upstream Opportunities in 2026". A abertura será feita pelo diretor-geral da ANP, Artur Watt, e pela diretora técnica da PPSA, Tabita Loureiro.
A programação terá três sessões, começando com Samir Awad, diretor de Comercialização da PPSA, que vai expor o 6º Leilão de Petróleo da União, com mais de 100 milhões de barris a serem ofertados ao mercado.
"O Brasil chega à OTC 2026 reafirmando a solidez de seu ambiente regulatório e a clareza de sua estratégia para o setor de petróleo e gás. Nosso compromisso é garantir previsibilidade, transparência e competitividade, elementos essenciais para atrair investimentos e viabilizar projetos de longo prazo", disse em nota o diretor-geral da ANP, Artur Watt.
Segundo ele, a agência vem estruturando um novo ciclo de oportunidades, com o objetivo de viabilizar, ainda em 2026, a realização de ao menos um ciclo em cada regime no âmbito da Oferta Permanente, com 23 blocos em partilha, número recorde de áreas disponíveis, e possivelmente 45 novos blocos em concessão.
"Seguiremos trabalhando para oferecer ao mercado um portfólio amplo e competitivo, consolidando o Brasil como um dos destinos mais atrativos para investimentos em exploração e produção", afirmou Watt.
Já o diretor-presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, disse que o encontro é "inédito" e pretende demonstrar "a força das oportunidades" no Brasil em um contexto de instabilidades geopolíticas, destacando "regras claras", "segurança jurídica" e "oferta de petróleo com garantia de embarque".
"Na PPSA, já estamos sendo procurados por países interessados em comprar o petróleo da União. É estratégico participarmos da OTC e demonstrarmos o quanto podemos contribuir nesse novo cenário global", destacou Paroli.
A PPSA e a ANP participam também do Pavilhão Brasil na OTC, que reúne instituições para promover a indústria de óleo e gás brasileira, ao lado da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), da Federação da Indústria do Rio de Janeiro (Firjan), da Federação da Indústria do Pará (Fiepa), da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), do Sebrae-RJ e da Agência de Desenvolvimento do Amapá, esta última representando a nova fronteira do País na Margem Equatorial brasileira.
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