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Anvisa aprova vacina brasileira contra a dengue para pessoas de 12 a 59 anos

Anvisa aprova vacina brasileira contra a dengue para pessoas de 12 a 59 anos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira vacina brasileira de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante, chamado Butantan-DV, é indicado para pessoas de 12 a 59 anos e representa um marco para a saúde pública nacional por ser a primeira vacina do mundo contra a doença aplicada em dose única.

A vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue e demonstrou eficácia global de aproximadamente 79,6%, além de cerca de 89% de proteção contra casos graves da doença nos estudos clínicos conduzidos pelo Butantan. O registro concedido pela Anvisa permite que o Ministério da Saúde incorpore o imunizante às estratégias nacionais de vacinação.

A campanha de imunização começou em 2026 com distribuição gradual das doses produzidas pelo Instituto Butantan. Como a capacidade de fabricação inicial é limitada, o Ministério da Saúde definiu uma implantação por etapas, priorizando regiões com maior incidência da doença e grupos definidos pelas autoridades sanitárias. A expectativa é ampliar a cobertura conforme a produção avance ao longo dos próximos anos.

Um dos principais diferenciais da Butantan-DV é a aplicação em dose única, o que simplifica a logística de vacinação e tende a aumentar a adesão da população em comparação aos esquemas que exigem duas doses. Além disso, por ser produzida no Brasil, a vacina reduz a dependência de fornecedores internacionais e fortalece a capacidade nacional de resposta a epidemias de dengue.

A aprovação ocorre em um cenário de preocupação contínua com a dengue, que registrou sucessivos surtos no país nos últimos anos. Especialistas destacam que, embora a vacinação seja uma importante ferramenta de prevenção, o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo essencial para reduzir a transmissão da doença. Medidas como eliminação de água parada, uso de repelentes e vigilância epidemiológica permanecem fundamentais para o controle da enfermidade.

É importante destacar que, após o início da campanha, o Ministério da Saúde e a Anvisa determinaram, em junho de 2026, uma suspensão temporária da aplicação da Butantan-DV para investigar eventos adversos raros registrados após a vacinação. A medida foi classificada como preventiva e as autoridades afirmaram que a investigação segue os protocolos de farmacovigilância antes da retomada da imunização.

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