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ApexBrasil pode ampliar recursos reservados ao apoio a setores afetados por tarifaço

A ApexBrasil poderá estudar a ampliação dos recursos reservados para apoiar empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos, caso a demanda do setor privado seja maior do que a prevista inicialmente. A sinalização foi dada pelo presidente da agência, Laudemir Müller, ao detalhar o programa emergencial voltado a companhias impactadas pela perda de competitividade no mercado norte-americano.

Segundo Müller, o planejamento atual prevê R$ 210 milhões em recursos da própria ApexBrasil para execução das ações ao longo de 12 meses, no ciclo de agosto a julho. Ele ressaltou, porém, que o montante não é necessariamente definitivo. "Reservamos um recurso bastante importante para isso. Se houver uma demanda maior, vamos tratar, vamos avaliar", afirmou.

O programa começa a operar já nesta semana, com um novo modelo de inscrição direta pelo site da ApexBrasil. A partir de um link que será disponibilizado à rede de parceiros, as empresas deverão informar que exportam para os EUA, indicar o produto pelo Sistema Harmonizado (SH) e detalhar o tipo de apoio necessário - como participação em feiras internacionais, ajustes de certificação para atender exigências de outros mercados ou presença em eventos fora do portfólio tradicional da agência.

De acordo com Müller, o objetivo é acelerar a conexão entre empresas brasileiras e compradores internacionais em mercados alternativos. A agência pretende usar sua estrutura de inteligência comercial e sua rede de parceiros - incluindo 29 entidades setoriais e cerca de 2 mil compradores internacionais cadastrados - para encaminhar rapidamente as demandas, direcionando-as a equipes responsáveis por cada evento ou por cada país-alvo.

Além do orçamento da Apex, o presidente destacou que há mobilização de recursos também por parte do setor privado, em coordenação com entidades empresariais.

"Outros recursos também do setor privado estão ali", disse, ao reforçar que a atuação será intensa e imediata, sem espaço para postergação diante do impacto do aumento tarifário imposto pelos EUA.

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