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Ar-condicionado: aliado contra o calor, vilão silencioso da saúde respiratória

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Presente em casas, escritórios, comércios e transportes, o ar-condicionado se tornou praticamente indispensável nos dias quentes. Mas, apesar do conforto térmico, o uso inadequado e a falta de manutenção desses aparelhos podem transformar o ambiente em um verdadeiro risco à saúde.

De acordo com especialistas, o problema não está apenas na circulação do ar frio, mas principalmente na qualidade do ar que é respirado. Filtros sujos favorecem a proliferação de ácaros, fungos, bactérias e mofo, agentes capazes de desencadear ou agravar uma série de doenças.

Entre os principais impactos associados ao uso irregular do ar-condicionado estão rinite, crises de asma, processos alérgicos, dermatites e infecções respiratórias, como sinusite e pneumonia. Além disso, o funcionamento contínuo do aparelho tende a ressecar as mucosas do nariz, da boca e dos olhos, deixando o organismo mais vulnerável à entrada de vírus e bactérias.

Quem trabalha em ambientes fechados é ainda mais suscetível. Irritação nasal, ocular e oral, pele seca, dores de cabeça, sensação de aperto no peito e quadros de letargia estão entre os sintomas mais relatados por pessoas expostas por longos períodos a locais climatizados sem controle adequado de temperatura e umidade.

A falta de higienização é um fator decisivo. Quando o aparelho está sujo, o risco aumenta consideravelmente. Além de estimular a proliferação de micro-organismos, o sistema passa a dispersá-los no ar, elevando as chances de infecções das vias aéreas e de crises alérgicas.

Para reduzir os danos, órgãos de saúde recomendam atenção especial à regulagem do equipamento. A temperatura ideal deve ficar entre 23 °C e 26 °C no verão e entre 20 °C e 22 °C no inverno. Outro ponto fundamental é a umidade do ar, que deve ser mantida entre 40% e 65%, evitando o ressecamento excessivo do ambiente.

Mais do que conforto, o uso do ar-condicionado exige cuidado. Manutenção periódica, limpeza dos filtros e controle climático não são apenas detalhes técnicos, mas medidas essenciais para preservar a saúde respiratória e a qualidade de vida de quem convive diariamente com ambientes climatizados.

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