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'As coisas ficaram iguais, só que sem Nicolás Maduro', diz correspondente em Caracas

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Três dias após a operação militar que capturou Nicolás Maduro e o levou para ser julgado nos Estados Unidos, cidadãos venezuelanos tentam retomar a vida normal de volta das viagens de fim de ano e as lojas começam a abrir de novo, apesar do cenário de incertezas econômicas com o desemprego e uma inflação anual em torno de 500%. O relato foi feito nesta terça-feira, 6, direto de Caracas, pelo jornalista Omar Lugo, correspondente internacional na Venezuela, entrevistado pela Rádio Eldorado.

Na noite passada, seguranças do palácio presidencial de Miraflores dispararam contra drones que o governo classificou como "espiões", mas sem dar mais detalhes. Lugo informou que grupos paramilitares chavistas são vistos nas ruas "intimidando as pessoas" e apontou que, segundo informações extraoficiais, a ação militar do último sábado deixou 80 mortos, dos quais 32 foram oficialmente confirmados pelo governo de Cuba por serem cidadãos cubanos que faziam a segurança de Maduro.

Para Lugo, apesar do aceno a uma negociação com os Estados Unidos por parte da presidente interina, Delcy Rodriguez, ela faz parte de uma ala radical do chavismo e os principais líderes da revolução bolivariana ainda estão no poder. "As coisas ficaram iguais, só que sem Nicolás Maduro", afirmou.

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