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Diário de Notícias

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Barcelona agora cobra até R$ 90 por noite só de taxa turística e a cidade vai banir todos os Airbnbs até 2028

Desde 1º de abril de 2026, quem viaja para Barcelona encontrou uma surpresa no bolso: a cidade dobrou sua taxa turística e agora cobra entre €10 e €15 por noite por pessoa dependendo da categoria do hotel — o que pode chegar a quase R$ 90 por noite só de imposto, antes mesmo de pagar a hospedagem em si.


💸 O que mudou exatamente?

O imposto não é uma novidade: desde 2012, turistas que pernoitam em hotéis, hostels ou Airbnbs pagam um valor adicional por noite e por pessoa. Na época, a cobrança variava de €0,60 a €3,50 por noite. A partir de abril de 2026, a tarifa para se hospedar em um hotel em Barcelona passou de €5 a €7,50 para entre €10 e €15 por noite, conforme a categoria do estabelecimento.

Para quem fica em apartamentos de temporada como Airbnb, a taxa também dobrou: de €6,25 para até €12,50 por noite. Para um casal que fica duas noites em um hotel quatro estrelas, o custo adicional pode chegar a mais de €45 só em taxas — antes de pagar qualquer coisa do próprio hotel.


🤯 Mas a notícia mais surpreendente é outra

A nova cobrança vem acompanhada de uma medida ainda mais radical: Barcelona anunciou o plano de eliminar completamente todos os aluguéis de curta temporada até 2028, como uma tentativa de conter a pressão sobre o mercado imobiliário e recuperar a oferta de moradia para os próprios moradores.

Ou seja: em menos de dois anos, plataformas como Airbnb e similares podem simplesmente deixar de existir em Barcelona. A cidade possui atualmente mais de 10 mil aluguéis registrados — todos com prazo de cinco anos para encerrar as atividades.


😤 Por que a cidade chegou a esse ponto?

Em 2025, Barcelona recebeu mais de 15,8 milhões de turistas — para uma cidade de apenas 1,6 milhão de habitantes. Os moradores atribuem ao turismo de massa o aumento absurdo nos aluguéis, a superlotação das áreas centrais e a perda da identidade local. As manifestações contra turistas se intensificaram especialmente no verão de 2025, com moradores saindo às ruas armados de pistolas d'água para "expulsar" visitantes das praias — em protesto simbólico que viralizou mundo afora.


🗺️ As medidas curiosas que poucos sabem

Barcelona já tomou atitudes inusitadas bem antes dessa taxa. A cidade removeu uma linha de ônibus do Google Maps e do Apple Maps para impedir que turistas lotassem o transporte público destinado aos moradores. E proibiu filmagens no metrô da Sagrada Família depois que uma trend do TikTok causou congestionamentos perigosos nas escadas rolantes — com turistas colocando o celular no chão para gravar a subida enquanto a basílica aparecia no fundo.


🌍 Uma tendência global que está chegando por aí

Barcelona não está sozinha nessa revolução. Veneza cobra entrada para entrar na cidade. Amsterdã proibiu novos hotéis. O Japão limitou o número de visitantes ao Monte Fuji com barreiras físicas. O mundo do turismo está em plena transformação — e a era de viajar para onde quiser, quando quiser, sem nenhuma consequência financeira ou ambiental, pode estar chegando ao fim.


💰 Para onde vai o dinheiro arrecadado?

Parte da nova arrecadação será destinada a políticas habitacionais para os moradores, enquanto o restante financiará iniciativas de gestão do turismo, transporte público e sustentabilidade. A ideia é que quem visita a cidade pague proporcionalmente pelo impacto que causa nela.


💡 A grande ironia: Barcelona foi durante décadas um modelo mundial de sucesso turístico. Hoje, é um modelo de como o turismo de massa pode destruir exatamente aquilo que tornava a cidade tão atraente — e de como uma metrópole pode tentar se reinventar antes que seja tarde demais.

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