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Diário de Notícias

DN.

BC da África do Sul mantém juro inalterado em 6,75%

O banco central da África do Sul (Sarb, na sigla em inglês) manteve a taxa básica de juros em 6,75%, em decisão unânime, diante da incerteza elevada em meio ao conflito no Oriente Médio, que ajudou a impulsionar os riscos de alta para a inflação, afirmou o presidente da instituição, Lesetja Kganyago.

Segundo comunicado, o choque elevou preços de commodities como petróleo e gás e provocou perdas nos mercados. "Faz apenas poucas semanas que estamos vivendo esse choque, e as condições permanecem extremamente incertas", disse.

A autoridade avalia que a inflação global deve subir no curto prazo, enquanto o crescimento tende a sofrer com custos mais altos e gargalos nas cadeias de suprimentos. Nesse contexto, bancos centrais têm mantido juros estáveis, argumentou Kganyago.

Na África do Sul, a economia cresceu 1,1% em 2025. O BC manteve projeções próximas de 2% à frente, mas passou a ver riscos negativos para a atividade. A inflação foi de 3,0% em fevereiro, em linha com a meta. Ainda assim, deve acelerar para cerca de 4% no curto prazo, com combustíveis subindo mais de 18% no segundo trimestre, antes de recuar, detalhou o presidente da Sarb.

O BC classificou o cenário como choque de oferta e destacou a necessidade de evitar efeitos secundários. "Garantir que a resposta dos preços seja transitória, e não persistente", afirmou Kganyago. Indicadores de expectativas de mercado já subiram, e "os próximos meses serão cruciais" para avaliar os impactos.

O Comitê indicou adiamento de cortes, com juros "moderadamente restritivos", na visão do presidente do BC, por mais tempo. O balanço de riscos segue com viés de alta para a inflação, e cenário adversos podem exigir novas altas. Por fim, o BC reafirmou estar "pronto para agir conforme necessário" para levar a inflação à meta de 3%.

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