O Banco Central Europeu (BCE) reiterou que está "bem posicionado" para lidar com o ambiente de incertezas e que a economia da zona do euro tem demonstrado resiliência nos últimos trimestres, apesar da guerra no Oriente Médio. A avaliação consta de comunicado divulgado nesta quinta-feira, 30, após o BCE manter os juros pela sétima vez consecutiva.
A instituição, chefiada por Christine Lagarde, destacou que as consequências da situação geopolítica para a inflação e para a atividade econômica no médio prazo dependerão da intensidade e da duração do choque nos preços de energia, bem como da dimensão de seus efeitos indiretos e secundários.
"Os riscos de alta da inflação e os riscos de baixa do crescimento se intensificaram. Estamos empenhados em definir a política monetária de forma a garantir que a inflação se estabilize na meta de 2% no médio prazo", acrescentou Lagarde.
O BCE também alertou que, quanto mais tempo o conflito se prolongar e os preços de energia se mantiverem elevados, maior tende a ser o impacto sobre a inflação e a economia em geral. Segundo a instituição, as expectativas de inflação de longo prazo permanecem "bem ancoradas", embora as expectativas em horizontes mais curtos tenham aumentado significativamente.
O banco central afirmou ainda que acompanhará "de perto" a situação e adotará uma abordagem baseada em dados, reunião a reunião, para determinar a postura adequada da política monetária.
As próximas decisões serão baseadas na avaliação das perspectivas de inflação e dos riscos associados, à luz dos dados econômicos e financeiros disponíveis, bem como da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária, acrescentou o BCE, sem se comprometer com uma trajetória específica para as taxas de juros.
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