O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira, 28, que o país manterá ações "defensivas" contra o Irã no Estreito de Ormuz e afirmou que um acordo com Teerã dependerá das negociações para a liberação da rota marítima e do encerramento do programa nuclear iraniano.
"Estamos sendo pacientes, mas nossa paciência não é infinita", disse Bessent em coletiva de imprensa na Casa Branca ao criticar a postura de Teerã nas negociações.
Segundo Bessent, o presidente dos EUA, Donald Trump, "não fará um acordo ruim" e indicou o urânio e o Estreito de Ormuz como pontos centrais de qualquer entendimento. Ele disse que as equipes seguem em negociação, mas afirmou que não há "nada na mesa" enquanto Ormuz não for reaberto.
O secretário acrescentou que o embaixador de Omã afirmou não haver planos de cobrança de pedágio na rota marítima. Ele disse ainda que um entrave nas conversas tem sido a dificuldade de comunicação entre lideranças iranianas após a morte de parte delas em bombardeios dos EUA e de Israel.
Bessent também afirmou que os preços do petróleo tendem a recuar para níveis abaixo dos observados antes do conflito no Oriente Médio, à medida que a oferta se normalize com a reabertura de Ormuz. "O petróleo já caiu cerca de 10% em maio e há aumento no número de navios navegando por Ormuz", disse, acrescentando que o preço da gasolina nos EUA deve acompanhar o movimento.
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