O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu a largada para o primeiro projeto do BNDES Corais, iniciativa dedicada exclusivamente à conservação e regeneração de recifes de coral. Com recursos não reembolsáveis de R$ 5,5 milhões, o banco contratou o Instituto Nautilus para mapear e monitorar, durante 36 meses, os recifes rasos distribuídos por 2,8 mil km do litoral brasileiro e pelos bancos de Abrolhos (BA) e Parcel Manuel Luís (MA).
Segundo o banco, a iniciativa vai monitorar a cobertura coralínea, espécies associadas e a presença de espécies exóticas invasoras, produzir mapas técnicos e relatórios científicos e desenvolver protocolos de restauração recifal.
A atuação do projeto SER Corais será distribuída entre os Estados da Bahia (30%), Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte (10% cada), e apoiará ao menos dez unidades de conservação, avaliará duas espécies invasoras prioritárias, monitorar 28 espécies e promover 43 oficinas técnicas.
Classificada pelo BNDES como a maior chamada pública exclusiva para recifes no País, a contratação reforça a política ambiental do governo, segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
"Os recifes de corais são fundamentais para a biodiversidade marinha, para a proteção da costa e para a atividade pesqueira e turística. Com o projeto SER Corais, estamos fortalecendo a ciência brasileira e apoiando soluções baseadas na natureza, em sintonia com as prioridades do governo Lula", afirmou Mercadante.
A diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, ressaltou que "o BNDES Corais foi estruturado para combinar conservação ambiental, produção de conhecimento e inclusão social". Já Fabiana Felix, fundadora do Nautilus, afirmou que "o SER Corais permitirá ampliar o monitoramento já realizado gerando dados estratégicos para políticas públicas e ações de restauração".
O projeto inclui viveiros de corais no mar e em laboratório, testes genéticos, app de alerta contra bioinvasões e capacitações em turismo de base comunitária em Santa Cruz Cabrália (BA), beneficiando cerca de 230 famílias. Alinhada às Décadas da Ciência Oceânica e da Restauração de Ecossistemas e aos ODS 8, 12, 13 e 14, a operação pretende gerar emprego, fortalecer a economia azul e orientar medidas de adaptação às mudanças climáticas, informou o BNDES.
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