A relatora do PLP que autoriza o governo a usar receitas extraordinárias de petróleo para reduzir impostos dos combustíveis temporariamente, Marussa Boldrin (Republicanos-A), afirmou nesta terça-feira (5) que pode destinar esses recursos também para seguro e dívidas rurais. Ela ainda decidirá se vai colocar no texto uma reserva de R$ 20 bilhões para esse fim.
"Um ponto que eu vou apresentar no nosso relatório, no nosso texto, para que possa dar uma condição, uma possibilidade de usar esses recursos extraordinários para as renegociações das dívidas e também para o seguro rural", afirmou.
Ela disse ainda que pretende apresentar seu relatório o mais rápido possível e que os recursos extras arrecadados com taxação do petróleo podem ser utilizados em diversos setores.
Boldrin repetiu que o relatório do PLP dos combustíveis terá diferencial para biocombustíveis. Ela afirmou que conversou com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e com o do Planejamento, Bruno Moretti, sobre a compensação aos biocombustíveis.
Segundo ela, a ideia é buscar manter a competitividade do etanol ante os fósseis. O projeto deve trazer uma obrigação de manter o diferencial competitivo dos biocombustíveis. Ela disse ainda que se reuniu nesta manhã com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com Moretti para discutir o tema.
O ministro ficou de enviar, pela parte do governo, uma lista de pontos que poderiam ser alterados no projeto enviado pelo Executivo diante das demandas parlamentares até o fim do dia.
"O que a gente busca e a preocupação sempre foi manter a competitividade do biocombustível, do etanol, com o fóssil", completou.
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