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Bolsas da Europa fecham sem direção única com tensões no Oriente Médio e BCE no radar

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 8, pressionadas pela nova escalada das tensões no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e reacendeu preocupações com inflação e juros. Apesar de uma melhora parcial do sentimento após suspensão dos ataques, investidores permaneceram cautelosos diante dos riscos geopolíticos e da expectativa pela reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) desta semana.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,05%, a 10373,20 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,47%, a 24641,85 pontos. Em Paris, o CAC 40 baixou 0,23%, a 8199,29 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,63%, a 50208,13 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,66%, a 18223,72 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,01%, a 8931,03 pontos. As cotações são preliminares.

Apesar do ambiente mais cauteloso, o BMO Wealth Management avaliou que a recente correção das bolsas europeias representa um ajuste após semanas de valorização e não uma mudança estrutural do cenário para os ativos de risco.

O setor bancário italiano subiu 0,20%. O Monte dei Paschi disparou cerca de 12% após receber uma oferta de aquisição de 30,66 bilhões de euros do Intesa Sanpaolo (-1,67%), que recuou refletindo os custos da operação. Enquanto isso a Lufthansa cedeu mais de 2% após a ITA Airways dar mais um passo em sua integração ao grupo alemão.

No setor de tecnologia, empresas ligadas à IA tiveram bom desempenho, acompanhando o bom humor em Wall Street. A ASML subiu mais de 4% em Amsterdã. A AMD anunciou um plano de investir até 2 bilhões de libras no Reino Unido ao longo dos próximos cinco anos em infraestrutura de IA. A britânica RELX caiu 0,54%.

No noticiário macroeconômico, as encomendas à indústria da Alemanha caíram 3,8% em abril ante março, bem mais do que a queda de 1% esperada por analistas, reforçando preocupações sobre a fragilidade da maior economia da zona do euro.

Sobre a decisão de juros do BCE, o Commerzbank projeta que uma elevação de 25 pontos-base nas taxas na quinta-feira é amplamente esperada pelo mercado e que o foco estará nas sinalizações sobre novos ajustes. A instituição prevê outra alta apenas em setembro.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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