As bolsas de Nova York devem abrir em alta nesta quinta-feira, 25, com destaque para o Nasdaq, conforme sinalizam os índices futuros, à medida que ações de tecnologia se recuperam no pré-mercado após projeções animadoras da Micron Technology e da Qualcomm aliviarem preocupações sobre os elevados gastos com infraestrutura de inteligência artificial. Dados de inflação dos EUA ligeiramente abaixo do esperado e a continuidade da queda do petróleo também favorecem o apetite por risco.
Às 10h22 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,28%, o S&P 500 avançava 0,72% e o Nasdaq tinha alta 2,12%%.
No pré-mercado em Nova York, a Micron Technology disparava 17,6%, enquanto a Qualcomm saltava 8,10%.
Em balanço divulgado no fim da tarde de quarta, a Micron não apenas superou as expectativas de lucro e receita, como também agradou com suas projeções. Já a Qualcomm elevou seu guidance anual e anunciou uma parceria com a Meta.
Entre outras ações do setor, Sandisk e Western Digital avançavam 16% e 13% no pré-mercado, respectivamente.
Outro destaque positivo era a rede de fast food Wendys, que subia 11%, ampliando o salto de quase 26% da véspera, impulsionada por uma onda de compras de investidores de varejo nas redes sociais.
A recuperação das ações de tecnologia ocorre após o Nasdaq ter acumulado perdas nos três últimos pregões, em meio a preocupações persistentes sobre o retorno de investimentos gigantescos que vêm sendo feitos em data centers e outros tipos de infraestrutura de IA.
Na agenda de indicadores dos EUA, o destaque é o índice de inflação PCE, o favorito do Federal Reserve (Fed). Na comparação mensal de maio, o PCE subiu 0,4% e seu núcleo avançou 0,3%, menos que o esperado. Na comparação anual, porém, o índice acelerou para 4,1% no mês passado, afastando-se ainda mais da meta oficial de 2% do Fed.
Além disso, pesquisa final mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no primeiro trimestre de 2026, acima da estimativa anterior de 1,6%.
O petróleo em queda também sustenta o apetite por risco em Wall Street. Os preços da commodity recuam pelo quarto dia consecutivo, diante de sinais de que EUA e Irã caminham para um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio.
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