As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta sexta-feira, 24, com o Nasdaq voltando a cair pressionado por temores com os gastos em inteligência artificial (IA). A divulgação de resultados de empresas de tecnologia nesta semana reforçou o receio de que os investimentos neste segmento possam estar exagerados com relação ao potencial retorno, levando o índice a recuar mais de 2% no período. No cenário persistem ainda os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com a sessão contando com certo alívio nos preços do petróleo. Na próxima semana, investidores devem ficar atentos à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) e possíveis sinalizações de próximos passos pelo banco central americano.
O Dow Jones fechou em alta de 0,46%, aos 51.947,25 pontos. O S&P 500 subiu 0,05%, aos 7.411,99 pontos. E o Nasdaq teve recuo de 0,64%, encerrando em 24.975,82 pontos. Na semana, houve queda de 0,38%, 0,61% e 2,13%, respectivamente.
A Intel superou as estimativas de lucro em seu balanço, mas mesmo assim caiu 7,89%. "As preocupações quanto à capacidade de monetizar os enormes investimentos em IA podem continuar a pesar sobre o S&P 500, que também sofre o impacto de uma nova escalada das hostilidades no Oriente Médio", aponta a Capital Economics. "Nosso cenário-base é que a alta do índice será retomada ainda este ano, antes de ocorrer uma correção substancial em 2027. No entanto, consideramos também a possibilidade de que o índice já tenha atingido o seu pico. Nossa previsão é de 8.250 pontos para o final de 2026 enquanto o conflito persistir", projeta.
A Verizon subiu 5,84% depois que anunciou que registrou lucro líquido de US$ 3,84 bilhões no segundo trimestre de 2026. Já a American Express caiu 4,30%, ainda que tenha registrado aumento de vendas e lucro no segundo trimestre, impulsionada pela maior despesa de seus clientes com cartões de crédito.
A Oracle caiu 4,21%, em dia em que o destaque da empresa foi a notícia de que assinou com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos um contrato de 10 anos, de quase US$ 7 bilhões, com o objetivo de simplificar um modelo fragmentado de licenciamento e aumentar a eficiência dentro do órgão.
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