Por Patricia Lara*
São Paulo, 05/02/2026 - As bolsas europeias perdem força e Frankfurt apagou alta inicial, pressionada pelo tombo das ações da Rheinmetall. Mercado aguarda decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra, que devem manter os juros inalterados.
Por volta das 7h38 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,43%, a 615,48 pontos. A Bolsa de Londres recuava 0,31%, a de Paris apontava avanço de 0,16% e a de Frankfurt cedia 0,31%. O mercado de Milão registrava queda de 0,36% e o de Lisboa perdia 0,81%. Madri apresentava baixa de 1,2%.
Os papéis da Rheinmetall cediam 6,4%, figurando como a maior queda porcentual do DAX, com notícias mais promissoras no front geopolítico. Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo para realizar negociações nucleares em Omã na sexta-feira, pondo fim a um impasse sobre o que seria discutido.
Embalado por melhora das projeções, o BNP Paribas subia 3% em Paris. Em Madri, os papéis do Santander cediam 1,12%, prolongando perdas da véspera após o banco anunciar a compra do Webster Financial.
No setor farmacêutico, a Novo Nordisk perdia 1,4% dando continuidade ao impacto do balanço e projeções da fabricante do Ozempic e do Wegovy.
Em Londres, a Shell recuava 0,99% após queda no lucro e em dia de baixa dos contratos futuros do petróleo. O último trimestre do ano passado da Shell foi um que a empresa certamente desejará esquecer, escreve Richard Hunter, da Interactive Investor. "O entusiasmo dos investidores pelas perspectivas imediatas pode ter arrefecido, mas o consenso do mercado de que a Shell é uma compra cautelosa permanece, com o grupo ainda sendo preferido em relação à sua principal concorrente, a BP."
A ArcelorMittal subia 3% em Amsterdã sob impacto do aumento do lucro e dividendo. No setor farmacêutico, a Novo Nordisk perdia 1,4% dando continuidade ao impacto do balanço e projeções da fabricante do Ozempic e do Wegovy.
Entre as mineradoras, a Fresnillo operava em baixa de 4,2%, a Antofagasta perdia 1,2% e a Anglo American computava recuo de 1,0%.
No front macroeconômico, as vendas no varejo da zona do euro tiveram queda mais acentuada do que a esperada. A Alemanha, contudo, municiou aos investidores de dados acima das expectativas de encomendas à indústria.
Contato: patricia.andrioli@estadao.com
* Com informações da Dow Jones Newswires.
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