As más notícias parecem não ter fim para o Botafogo. Atravessando grave crise financeira e administrativa, o clube foi novamente punido com transfer ban nesta segunda-feira, 1º, e continua impedido de registrar atletas. Trata-se da quinta punição da Fifa aos cariocas somente em 2026.
A nova sanção é referente a multas administrativas e o transfer ban só será retirado após a situação do Botafogo com a entidade ficar regular. A punição é semelhante ao caso envolvendo a compra de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos, em que penalidade só será finalizada quando os valores em atraso pela aquisição do atleta, que atualmente defende o Atlético de Madrid, forem quitadas.
O primeiro transfer ban é de 20 de abril, pela dívida com o Ludogorets por Rwan Cruz. O segundo é referente à contratação do uruguaio Santi Rodríguez, que veio do New York City, dos Estados Unidos. Recentemente, o Botafogo também foi punido por não pagar parcelas da compra de Artur com o Zenit, da Rússia. Nas três situações, a punição da Fifa foi de três janelas de transferência sem o registro de novos atletas.
O mercado da bola abre novamente em julho. Até lá, o Botafogo corre contra o tempo para regularizar a situação junto à Fifa e os demais clubes. A direção da SAF, comandada atualmente por Eduardo Iglesias, entende que as dívidas podem entrar no plano de recuperação judicial protocolado na Justiça do Rio.
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) devolveu poder de voto e o controle do Botafogo à Eagle Football Holdings, dona de 90% das ações da SAF. entendeu que as questões sobre controle, votação e governança da SAF devem ser resolvidas pela arbitragem da Câmara da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e não pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que havia suspendido os poderes políticos da Eagle e permitido a volta de John Textor, que trava briga com acionistas, à gestão.
O clube associativo se movimento em meio à disputa societária de Textor com os demais acionistas e tentam aprovar a venda da SAF para um novo investidor. Segundo O Globo, o favorito a assumir o controle do futebol alvinegro é o fundo de investimentos americano GDA Luma, principal credora da SAF, cuja dívida é de R$ 2 bilhões.
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