O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a cassação do mandato do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, após o site The Intercept Brasil ter publicado uma reportagem que diz o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negociou R$ 134 milhões com o empresário para bancar um filme.
"É muito grave. Nós não estamos falando de ilação, de suspeita, de delação sem prova. Aqui nós estamos falando de um áudio", declarou Boulos à imprensa. "A não ser que se diga que esse áudio é mentiroso, que não é a voz do senador Flávio Bolsonaro, ou que o áudio foi adulterado, se esse áudio, de fato, é do Flávio Bolsonaro, a discussão não é nem só sobre CPI, é sobre o mandato dele no Senado, que tem que ser cassado", continuou.
O ministro reiterou: "A não ser que seja adulterada, que ele diga que alguém imitou a voz dele, ele não tem condição de permanecer como senador da República. Tem que ser cassado". As declarações ocorreram enquanto saía da comissão especial sobre o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Boulos também frisou que, de acordo com a reportagem, Flávio enviou uma mensagem a Vorcaro em que disse "estarei contigo sempre" um dia antes da prisão do banqueiro. Para o ministro, não se trata de um "caso comezinho".
"Esse cidadão quer ser presidente do Brasil? Pedindo R$ 134 milhões? Não foi a qualquer tempo, é importante dizer, porque poderia dizer que ele não sabia do que estava em jogo. Foi um dia antes de ele ser preso. Ou seja, todas as investigações já eram públicas."
De acordo com o site The Intercept Brasil, Flávio pediu dinheiro para Vorcaro com a finalidade de pagar despesas do filme "Dark Horse", que conta a história de Jair Bolsonaro. "Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e, como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado", disse Flávio, segundo áudio divulgado.
0 Comentário(s)