O Brasil está vivendo um momento único no turismo internacional. No primeiro trimestre de 2026, o país registrou 3,74 milhões de visitantes estrangeiros considerando todos os meios de transporte — o melhor resultado da série histórica, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. Só por via aérea, foram 2,33 milhões de chegadas, um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo período de 2025.
O crescimento foi consistente mês a mês: janeiro registrou alta de 22%, fevereiro de 15% e março de 21%. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, comemorou o resultado com uma frase impactante: em apenas três meses, o Brasil já alcançou metade da meta anual de 7,5 milhões de turistas estrangeiros.
Os principais países emissores de visitantes foram Argentina, com quase 780 mil turistas, seguida por Chile, Estados Unidos, Portugal e Alemanha. Rio de Janeiro e São Paulo dominaram os pontos de entrada, mas o dado que mais chama atenção é Santa Catarina em terceiro lugar, com mais de 328 mil entradas — um crescimento expressivo impulsionado pelas praias, pelo ecoturismo e, curiosamente, pela neve da Serra Gaúcha, que tem atraído cada vez mais sul-americanos.
O detalhe que gera ainda mais curiosidade: em 2025, o Brasil já havia surpreendido ao receber 9,3 milhões de visitantes internacionais — um crescimento de 37% sobre 2024 — e os estrangeiros gastaram o equivalente a US$ 41,4 bilhões no país. Um desempenho 10 vezes superior à média de crescimento global do turismo, que foi de apenas 4%.
O Brasil, que durante anos ficou atrás de seus vizinhos na disputa por turistas internacionais, parece ter finalmente descoberto seu potencial — e o mundo está respondendo.
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