A vitória não foi de uma o Brasil chegou ao Chardonnay du Monde 2026 e saiu com sete medalhas, sendo três de ouro e quatro de prata. O concurso, realizado em Saint-Lager, na região da Borgonha, na França, é considerado um dos mais rigorosos e prestigiados do mundo dedicados exclusivamente a vinhos e espumantes elaborados com a uva Chardonnay. Nesta edição, foram avaliadas 471 amostras de 25 países, por um painel de 200 degustadores internacionais, em sessões de degustação às cegas ao longo de três dias. Do total, apenas 155 rótulos foram premiados e apenas 74 receberam a medalha de ouro.
As medalhas brasileiras
Entre os premiados com ouro estão o Amitié Chardonnay 2024 (Amitié Espumantes e Vinhos), o Castellamare Barricas Chardonnay 2024 (Cooperativa Vinícola São João) e o Garibaldi Espumante Chardonnay Branco Brut (Cooperativa Vinícola Garibaldi). Já as medalhas de prata foram para o Caetano Vicentino Chardonnay 2025, o Garibaldi Acordes Gran Reserva Chardonnay 2024, o Jolimont Chardonnay Gran Reserva 2023 e o Villaggio Grando MGC Chardonnay 2020 este último da Vinícola Grando.
O espumante da Garibaldi
A Cooperativa Vinícola Garibaldi, sediada na Serra Gaúcha, tem no Espumante Chardonnay Branco Brut um verdadeiro colecionador de prêmios internacionais. Elaborado 100% com uvas Chardonnay pelo método Charmat com segunda fermentação em tanques de inox o espumante se destaca pela acidez equilibrada e pelo frescor. Visualmente apresenta cor amarelo-palha brilhante com excelente formação de perlage (as borbulhas finas e persistentes). No nariz, aromas de abacaxi, maçã verde e um delicado toque de pão tostado. A conquista em 2026 se soma a um histórico impressionante: o rótulo já foi premiado com ouro no Effervescents du Monde (França), no Vinus (Argentina), elegido melhor espumante do Brasil no Citadelles du Vin e ainda conquistou prata no Bacchus (Espanha) e no Concours Mondial de Bruxelles.
O que isso significa para o Brasil
Para o presidente da Associação Brasileira de Enologia, Mario Lucas Ieggli, o resultado é um marco. Segundo ele, estar entre os premiados em um concurso realizado na Borgonha berço histórico da uva Chardonnay é um indicativo consistente do nível que a viticultura brasileira alcançou. O país demonstra, cada vez mais, sua capacidade de interpretar essa variedade em diferentes regiões, com identidade própria e qualidade reconhecida internacionalmente.
A Serra Gaúcha, principal polo vitivinícola do Brasil, vem se consolidando ano a ano como uma das regiões mais promissoras das Américas e os resultados de 2026 na França são mais uma prova de que os espumantes brasileiros já ocupam um lugar de respeito entre os melhores do mundo.
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