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Diário de Notícias

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Brasil leva combate à desertificação à COP17 e apresenta estratégias para recuperar áreas degradadas

O Brasil participa nesta quinta-feira (20) das discussões da COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia. O encontro internacional, que começou no dia 17 e segue até 28 de agosto, reúne governos e especialistas para discutir medidas de recuperação de terras degradadas, enfrentamento das secas e aumento da resiliência diante das mudanças climáticas.

A delegação brasileira apresenta experiências e políticas voltadas ao combate à degradação do solo e à desertificação, com destaque para as Metas Voluntárias de Neutralidade da Degradação da Terra, o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e iniciativas direcionadas à recuperação de áreas da Caatinga.

O tema tem impacto direto no Brasil, especialmente nas regiões mais vulneráveis à escassez hídrica e à perda da cobertura vegetal. A degradação da terra pode reduzir a produtividade agrícola, comprometer recursos hídricos, provocar perda de biodiversidade e aumentar a vulnerabilidade de comunidades rurais aos períodos prolongados de seca.

Nesta quinta-feira, a programação oficial da conferência inclui debates sobre manejo e restauração sustentável da terra, sistemas alimentares resilientes, identificação de áreas afetadas pela degradação e alternativas para ampliar o financiamento de projetos ambientais. O Brasil também participa das discussões destinadas aos países da América Latina e do Caribe.

Entre as estratégias brasileiras está a recuperação da vegetação nativa e de áreas produtivas degradadas, além da adoção de práticas capazes de conservar o solo e aumentar a disponibilidade de água. O país busca ainda ampliar a cooperação internacional para financiar projetos que conciliem conservação ambiental, geração de renda e desenvolvimento sustentável.

A COP17 ocorre em um momento de crescente preocupação mundial com eventos climáticos extremos e avanço da degradação dos solos. Para o Brasil, a conferência representa uma oportunidade de apresentar políticas nacionais, buscar novas parcerias e reforçar ações de recuperação ambiental em biomas que enfrentam períodos mais intensos de seca e pressão sobre seus recursos naturais.

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