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Diário de Notícias

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Brasil Sedia COP15 das Espécies Migratórias e Lula Cria Novas Áreas de Conservação

O Brasil está no centro do debate ambiental global nesta semana. Pela primeira vez na história, o país sedia e preside a COP15 da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), realizada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com mais de 2 mil participantes entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil das 133 nações signatárias.

Lula assina três decretos históricos

Logo antes da abertura do evento, o presidente Lula assinou três decretos que protegem mais de 174 mil hectares de áreas naturais no país:

Ampliação do Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense (MT): acréscimo de 47 mil hectares, com investimento de R$ 66 milhões para regularização fundiária, levando a área total para 183 mil hectares.

Ampliação da Estação Ecológica de Taiamã (MT): aumento de 56.959 hectares, em Cáceres.

Criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas (MG): nova unidade de conservação que valoriza comunidades tradicionais da região.

As três prioridades do Brasil na COP15

Lula anunciou os três eixos centrais da delegação brasileira no encontro: promover o diálogo com os princípios das Convenções do Clima e da Biodiversidade; mobilizar recursos financeiros e criar mecanismos multilaterais inovadores para países em desenvolvimento; e universalizar a Declaração do Pantanal, proposta que convida mais países a se envolverem na proteção das espécies migratórias.

O presidente também reafirmou a meta de garantir 30% de proteção da área oceânica até 2030, conforme prevê a Convenção sobre Diversidade Biológica, e fez um apelo ao multilateralismo diante das tensões geopolíticas globais: "No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado."

Por que isso importa

O Pantanal, escolhido como sede simbólica da COP15, é um dos biomas brasileiros menos protegidos e uma rota vital para espécies migratórias. Seu ciclo natural de secas e cheias cria habitats únicos para centenas de espécies muitas ameaçadas de extinção que cruzam fronteiras entre Brasil, Bolívia e Paraguai.

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