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Diário de Notícias

DN.

Brasil vai produzir imunoterapia de ponta contra o câncer pelo SUS

O Governo do Brasil anunciou, no dia 26 de março, uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) estratégica que permitirá a produção 100% nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe no Sistema Único de Saúde (SUS).

O pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda, é uma das imunoterapias mais avançadas disponíveis atualmente e pode ser utilizado no tratamento de mais de 30 tipos de câncer.

Como o medicamento funciona?

Diferente da quimioterapia, que ataca diretamente as células do tumor, a imunoterapia age estimulando o próprio sistema de defesa do corpo a reconhecer e combater a doença. O pembrolizumabe bloqueia os mecanismos que as células cancerígenas usam para se "esconder" do sistema imunológico, permitindo que o organismo volte a identificá-las e atacá-las.

Quem vai produzir e como?

A parceria prevê a transferência de tecnologia da farmacêutica MSD para o Instituto Butantan, que passará a fabricar o medicamento no Brasil de forma gradual ao longo de dez anos desde a rotulagem e envase até a produção completa do ingrediente farmacêutico ativo.

Situação atual e o que muda

Hoje, o medicamento é importado e utilizado no SUS principalmente para casos de melanoma metastático, atendendo cerca de 1,7 mil pacientes por ano, a um custo de R$ 400 milhões. Com o acordo, a expectativa é ampliar o atendimento para 13 mil pessoas por ano, incluindo pacientes com cânceres de pulmão, mama triplo-negativo, colo do útero e esôfago sujeito à aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Custo na rede privada

Cada frasco do medicamento custa aproximadamente R$ 27.000 na rede privada, o que torna a produção nacional um avanço crucial para ampliar o acesso gratuito pelo SUS.

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