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Câncer colorretal: doença silenciosa exige atenção aos sintomas e hábitos de risco

O câncer colorretal, que atinge o intestino grosso, o reto e o ânus, está entre os tipos de tumor mais comuns no mundo e tem preocupado especialistas em saúde pública. A doença se desenvolve a partir de alterações nas células do cólon e pode evoluir de forma silenciosa, o que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da atenção aos sintomas.

De acordo com especialistas, os sinais da doença podem variar e muitas vezes são confundidos com problemas gastrointestinais comuns. Entre os sintomas mais frequentes estão dor abdominal, presença de sangue ou muco nas fezes, anemia, náuseas, vômitos, fraqueza e até obstrução intestinal em casos mais avançados. A recomendação médica é procurar avaliação profissional sempre que esses sinais surgirem de forma persistente.

Diversos fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer colorretal. Dietas ricas em carne vermelha e pobres em alimentos como frutas, peixes e aves estão entre os principais hábitos associados à doença. Além disso, a presença de pólipos no cólon, a obesidade, o sedentarismo e o histórico familiar de câncer — especialmente de mama, ovário ou intestino — também elevam a probabilidade de diagnóstico.

Outro fator importante é a idade. Pessoas com mais de 50 anos apresentam maior risco e, por isso, exames preventivos passam a ser recomendados nessa faixa etária. O rastreamento, feito principalmente por meio da colonoscopia, permite identificar lesões iniciais e até remover pólipos antes que se transformem em tumores.

A evolução da doença ocorre em estágios. Nos primeiros estágios, o tumor permanece restrito ao intestino. Com o avanço do câncer, ele pode crescer e atingir camadas mais profundas do órgão. Nos casos mais graves, a doença pode se espalhar para outros órgãos do corpo, processo conhecido como metástase.

Especialistas destacam que mudanças no estilo de vida, alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e acompanhamento médico periódico são medidas fundamentais para reduzir os riscos e aumentar as chances de diagnóstico precoce.

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