O programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do governo federal para levar atendimento médico especializado às regiões mais carentes do país, alcançou a marca de 100 municípios atendidos em pouco mais de três meses de operação. A ação integra o Sistema Único de Saúde (SUS) com unidades móveis equipadas para consultas, exames de imagem e pequenas cirurgias, buscando reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso a serviços de saúde.
A iniciativa consiste no deslocamento de carretas adaptadas em clínicas móveis que oferecem serviços de saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem, como tomografias e ultrassonografias, essenciais para diagnóstico precoce e definição de tratamento médico. Em pelo menos 15 cidades, a presença das unidades já resultou na eliminação das filas de espera por esses procedimentos.
Em evento realizado em Mauá (SP), marco simbólico da chegada das carretas ao centésimo município, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o programa foi pensado para “encurtar distâncias, reduzir filas e garantir que a assistência chegue mais perto da população que antes enfrentava longos deslocamentos para atendimento especializado”. A nova etapa da iniciativa contempla, a partir desta fase, o atendimento em 31 cidades de 20 estados diferentes, com pacientes previamente agendados e encaminhados pelas secretarias municipais de saúde.
As unidades móveis operam com equipes multiprofissionais e contam com equipamentos e insumos adequados para consultas, exames e pequenos procedimentos. Atualmente, 47 carretas estão em operação, e a expectativa é que até o final do ano esse número aumente para 150 unidades, reforçando ainda mais o atendimento pela rede pública.
Entre os casos de impacto documentados, em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, o programa possibilitou a realização de mais de mil cirurgias de catarata, devolvendo a visão a pacientes que aguardavam por intervenções há meses.
A iniciativa integra esforços mais amplos do Ministério da Saúde para enfrentar gargalos no acesso a serviços de média complexidade no SUS, especialmente em municípios de pequeno e médio porte ou com difícil acesso físico a grandes centros de saúde. A mobilização representa um passo importante na descentralização de diagnósticos e tratamentos especializados no Brasil.
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