Novas pesquisas internacionais divulgadas nesta segunda-feira (13) apontam uma tendência positiva no combate à demência entre a população idosa. Estudos mostram que a proporção de pessoas com a doença em faixas etárias mais avançadas vem diminuindo nas últimas décadas, contrariando previsões feitas por especialistas anos atrás de que os casos cresceriam de forma acelerada com o envelhecimento da população.
Um dos levantamentos revela que, entre pessoas de 85 a 89 anos, a incidência da demência caiu significativamente ao longo dos últimos 40 anos. Os pesquisadores atribuem esse avanço à melhora dos níveis de escolaridade, ao maior acesso aos serviços de saúde e ao controle mais eficiente de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e tabagismo.
Os especialistas destacam que a prevenção continua sendo uma das principais estratégias para reduzir o risco da doença. A prática regular de atividades físicas, a alimentação equilibrada, o estímulo cognitivo, o convívio social e o acompanhamento médico para controlar doenças crônicas são apontados como medidas capazes de contribuir para a manutenção da saúde cerebral ao longo da vida.
Apesar dos resultados animadores, pesquisadores alertam que o número absoluto de pessoas vivendo com demência deve continuar aumentando nos próximos anos em razão do envelhecimento da população mundial. Por isso, o fortalecimento das políticas públicas de prevenção, diagnóstico precoce e assistência aos pacientes permanece como um dos principais desafios para os sistemas de saúde.
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