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Chaves, Scooby-Doo: como polícia de SP escolhe fantasias para ações no carnaval

Utilizada no carnaval de rua de São Paulo há alguns anos, a estratégia de vestir policiais à paisana com fantasias voltou a viralizar nos últimos dias após prisões realizadas por investigadores trajados de personagens da Turma do Chaves e da animação Scooby-Doo. Detenções por furto, venda de bebidas adulteradas e tráfico de drogas foram realizadas em ações do tipo desde o pré-carnaval.

De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas ações, as fantasias são escolhidas de acordo com o perfil do bloco. Outro ponto importante para a escolha é que sejam opções confortáveis.

Ações com policiais disfarçados de foliões também são realizadas em outras grandes cidades brasileiras. Em Salvador, os agentes utilizam roupas de foliões comuns, como bermudas e abadás, como é costumeiro na capital baiana. Já as ações no Rio de Janeiro também envolvem fantasias.

Em geral, as equipes em São Paulo são compostas por seis a oito policiais disfarçados. O entendimento é que as fantasias ajudam a equipe a se "infiltrar" em meio aos foliões.

Os blocos escolhidos são aqueles identificados pelo histórico de roubos e furtos e, também, pelo potencial de atrair um grande público. A orientação é para observar comportamentos tidos como suspeitos, tais como:

- pessoas que circulam sem participar da festa;

- pessoas que se aproximam rapidamente de possíveis alvos;

- pessoas que estão focadas nos bolsos, bolsas, pochetes e pertences dos foliões.

Além de flagrantes em meio aos blocos, as equipes de policiais disfarçados também são acionadas em casos de suspeitos identificados por meio do sistema de monitoramento com reconhecimento facial. Entre as fantasias utilizadas, também estão de extraterrestres e de personagens do filme Caça-Fantasmas e da série Round 6.

No domingo, 15, policiais fantasiados de personagens da série Chaves prenderam cinco suspeitos no distrito República, na região central. Os detidos podem responder por tráfico de drogas e receptação de celular furtado.

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