Mato Grosso do Sul receberá a vacina contra a chikungunya após registrar quatro mortes pela doença em 2026. A Secretaria de Estado de Saúde solicitou o envio dos imunizantes devido à epidemia no município de Dourados, onde ocorreram quatro óbitos em comunidades indígenas. As vítimas eram três idosos, de 60, 69 e 73 anos, além de um bebê de apenas três meses, todos moradores da Reserva Indígena de Dourados, a maior reserva urbana do Brasil.
Além das mortes, o estado já registrou 2.639 casos prováveis da arbovirose em 2026. No ano passado, Mato Grosso do Sul terminou com 14.096 casos prováveis — seis vezes mais que os números de 2024.
A resposta do governo
O Governo de Mato Grosso do Sul intensificou, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, o enfrentamento às arboviroses com ações integradas nas áreas de assistência, vigilância, diagnóstico, controle vetorial e articulação institucional. Entre as medidas em execução estão a abertura de 15 leitos exclusivos em Dourados para casos moderados e graves, além do fornecimento de medicamentos para manejo clínico.
A vacina
O imunizante, aprovado pela Anvisa e em fase 4 de monitoramento, será aplicado inicialmente na população indígena, com treinamento específico para os profissionais que atuam diretamente nos territórios. A escolha de Dourados como área prioritária segue critérios do Ministério da Saúde, considerando a situação epidemiológica, a capacidade operacional e a estrutura de vigilância.
A vacina está sendo usada de forma controlada, em estratégia piloto conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan. A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos, o programa seja ampliado para a oferta do imunizante no SUS.
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