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Chile: Kast anuncia reformas econômicas, de terras indígenas e para endurecer segurança no país

O presidente do Chile, José Antonio Kast, anunciou nesta segunda-feira, 1, uma série de medidas nas áreas de segurança, imigração, sistema prisional e política indígena durante sua primeira prestação de contas anual ao Congresso. O mandatário também defendeu sua agenda econômica, prometeu manter o ajuste fiscal sem reduzir benefícios sociais e afirmou que "a melhor política pública é o pleno emprego".

Kast pediu apoio parlamentar para sua ampla reforma econômica e tributária, atualmente em tramitação no Congresso. Segundo ele, a aprovação do chamado Projeto de Reconstrução é "indispensável para voltar a crescer, empreender e gerar os empregos de que os chilenos precisam". O presidente argumentou que crescimento econômico é condição para ampliar oportunidades e criticou políticas adotadas em governos anteriores. "Há 12 anos nos disseram que primeiro era preciso arrecadar e depois crescer. A evidência mostra que essa sequência simplesmente não funcionou", declarou.

O presidente também reconheceu críticas à condução do governo diante da alta dos combustíveis. "Reconheço que nem sempre conseguimos explicar a tempo, nem com a proximidade necessária, os fundamentos de algumas decisões", disse, agradecendo à população pela forma como absorveu o aumento dos preços. "Em outro país isso teria gerado uma explosão social", acrescentou. Ele ainda pontuou que a energia limpa será "norma, não exceção" até 2030.

Na área de segurança, Kast anunciou a criação de sete forças-tarefa nacionais para combater crime organizado, sequestros, crimes cibernéticos e finanças ilícitas, além de um projeto para ampliar de 12 para 24 horas o prazo de flagrante. Também propôs a criação de um Registro de Vândalos e Incivilidades, que poderá restringir benefícios sociais a condenados por determinados delitos.

O presidente ainda anunciou um plano para ampliar em 20 mil vagas a capacidade do sistema prisional, um programa de retorno voluntário para imigrantes irregulares e uma reforma da Lei Indígena para permitir que terras pertencentes a comunidades indígenas possam ser arrendadas ou utilizadas como garantia em operações de crédito. Kast também pediu cooperação entre as forças políticas e afirmou que o país precisa "avançar rápido" para enfrentar seus principais desafios.

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