O governo brasileiro formalizou junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido de consultas contra as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. As sobretaxas, anunciadas em julho, decorrem de duas investigações comerciais conduzidas por Washington e podem chegar, somadas, a 37,5% sobre uma série de itens exportados pelo Brasil.
Nesta segunda-feira, a China solicitou à OMC uma requisição para atuar como parte interessada nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. Segundo a delegação chinesa, o país tem interesse comercial substancial no desfecho da disputa, já que também se considera afetado pelas mesmas medidas tarifárias impostas pela Casa Branca.
O pedido de Pequim eleva o grau de exposição internacional do caso e amplia a pressão sobre o governo dos Estados Unidos, que já sinalizou concordar em abrir uma rodada de consultas formais com o Brasil no âmbito da OMC. Analistas, no entanto, avaliam que as chances de uma reversão efetiva da política tarifária da administração Trump são reduzidas no curto prazo.
A disputa comercial se soma a uma série de atritos entre Washington e diversos parceiros comerciais ao longo do ano, e o desfecho do caso brasileiro pode se tornar referência para outros países que se sintam prejudicados por medidas semelhantes.
0 Comentário(s)