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São Paulo pode enfrentar efeitos de um ciclone extratropical que se forma na costa do Estado nesta sexta-feira, 30. A Defesa Civil se mobiliza, em conjunto com os municípios paulistas, para alinhar planos de contingência que deverão ser adotados em caso de ocorrências graves associadas ao fenômeno, como ventos fortes e chuvas intensas.
"Ao longo do dia, um ciclone atua na costa do Estado de São Paulo e, somado à atuação de um cavado em altitude, favorece a condição de chuva forte em todo o Estado", informou a Defesa Civil em comunicado nesta sexta.
Segundo o órgão, a chuva deverá ser persistente na faixa leste e no nordeste paulista. A recomendação é de atenção redobrada às áreas mais vulneráveis, onde há maior risco de transtornos como alagamentos, desabamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta sexta-feira um alerta de perigo para tempestade (na cor laranja, a segunda de maior gravidade), válido para quatro Estados do Sul e do Sudeste do Brasil: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. O alerta entrou em vigor 0h01 desta sexta-feira e tem duração de 24 horas.
Em reunião realizada na quinta, 29, a Defesa Civil estadual orientou os municípios sobre os procedimentos para a decretação de situação de emergência, caso necessário. No Estado, 14 pessoas morreram em decorrência das chuvas desde o início de dezembro - seis foram a óbito por conta de enxurrada.
Até as 17h desta sexta-feira, já havia registro de chuva forte se espalhando pelo litoral paulista, especialmente nas cidades da Baixada Santista, que receberam alerta severo da Defesa Civil.
"Em São Vicente, já há acumulado de 17 milímetros na última hora, volume considerado chuva forte", informou o órgão, que destacou que o temporal deverá persistir nas próximas horas.
O que é um ciclone extratropical
O ciclone extratropical é um sistema meteorológico de baixa pressão atmosférica que se forma a partir do avanço de uma massa de ar polar (fria) sobre regiões onde predominam massas de ar quente. O fenômeno pode provocar chuvas intensas, ventos fortes e queda de temperatura.
O sistema se estabelece no limite entre essas diferentes massas de ar, região onde se formam as frentes frias e quentes, criando o que os meteorologistas chamam de zona de conflito atmosférico.
Entre suas principais características, o ciclone extratropical apresenta um núcleo frio próximo à superfície, diferentemente dos ciclones tropicais, que possuem núcleo quente. No hemisfério sul, o ar gira no sentido horário, e o sistema tende a se intensificar conforme ganha altitude.
O fenômeno pode trazer condições perigosas, com ventos que chegam a 200 km/h. As precipitações costumam ser volumosas e extensas, associadas principalmente à frente quente do sistema. Em situações de alta umidade, podem ocorrer tempestades severas, com granizo, e até tornados.
Um ciclone extratropical atingiu as regiões Sul e Sudeste do País em dezembro do ano passado, provocando ventos que ultrapassaram os 100 km/h. (Colaborou Roberta Jansen)
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