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O setor de turismo deve alcançar faturamento recorde na alta temporada de 2026 no País, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção é de um movimento de R$ 218,77 bilhões entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, um crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
"O otimismo é sustentado, principalmente, pelo aumento expressivo de 42,2% na chegada de visitantes estrangeiros ao País no acumulado de janeiro a outubro de 2025", justificou a CNC.
Bares e restaurantes têm faturamento estimado em R$ 97,3 bilhões, enquanto o transporte rodoviário deve movimentar R$ 34,1 bilhões.
A arrecadação do período deve responder por cerca de 44% de toda a receita anual do turismo brasileiro. O movimento beneficiará também o mercado de trabalho. A CNC prevê uma abertura de 87,6 mil empregos formais temporários, o maior volume de vagas para este período desde o verão de 2014, "ano em que o mercado se organizava para receber visitantes para a Copa do Mundo de futebol".
"As diversidades geográficas e culturais são apenas dois dos vários fatores que fazem o Brasil ser um destino completo para o turismo em nível mundial. Ainda precisamos desenvolver a malha aérea na região Norte e Centro-Oeste, principalmente para aproveitar ainda mais o potencial de negócios para essas regiões, sempre com sustentabilidade e visão a médio prazo", pontuou o presidente do sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota oficial.
Os turistas estrangeiros devem impulsionar o bom desempenho da alta temporada de turismo no Brasil. O relatório da CNC aponta que o Brasil recebeu 7,68 milhões de visitantes do exterior entre janeiro e outubro de 2025, com destaque para turistas provenientes da Argentina (2,94 milhões), Chile (662 mil) e Estados Unidos (614 mil). Somados, os três países responderam por 55% do total de viajantes que ingressaram no Brasil.
"Os gastos desses turistas já alcançaram US$ 6,04 bilhões até setembro, uma alta de 11,7% ante 2024", apontou a CNC.
O turismo doméstico teve desempenho favorecido por uma desaceleração nos preços de serviços essenciais, disse a entidade. A dinâmica de preços contribuiu para que o volume de passageiros transportados atingisse o recorde de 96,2 milhões nos primeiros nove meses de 2025, superando a marca histórica de 2015, afirmou a nota da CNC.
"Tanto nas receitas quanto no efeito de contratações temporárias, o momento da economia, de baixo desemprego e inflação em desaceleração, abrem espaço no orçamento do brasileiro para gastos com lazer. Isso faz girar a roda da economia no setor do turismo, revertendo as viagens em receita para empreendimentos de diversos segmentos", explicou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, na nota.
Quanto às contratações, o segmento de alimentação deve liderar a geração de vagas, concentrando mais de 70% dos novos empregos previstos, 61,47 mil. O setor de transportes deve abrir 12,25 mil vagas, seguido por hospedagem, com 10,02 mil novas vagas. O salário médio de admissão para o período foi estimado em R$ 1.912, alta de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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